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Mercados globais derretem após ataque de Israel ao Irã

Dólar dispara com conflito no Oriente Médio e petróleo em alta reacende temor inflacionário

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 jun 2025, 11h41 •
  • O aumento das tensões no Oriente Médio reabriu as comportas da aversão ao risco nos mercados globais nesta sexta-feira. O ataque aéreo de Israel ao Irã, com alvos estratégicos em Teerã supostamente ligados ao programa nuclear iraniano, desencadeou um movimento de fuga para ativos de proteção, fazendo o dólar disparar, o petróleo saltar e as bolsas globais afundarem.

    No Brasil, o Ibovespa operava em queda, aos 137 mil pontos, acompanhando o tombo das bolsas americanas, europeias e asiáticas. Já o dólar subia e era negociado a R$ 5,53, refletindo a reprecificação global do risco.

    “O recuo do Ibovespa evidencia a sensibilidade do mercado aos desdobramentos geopolíticos no Oriente Médio. A escalada das tensões entre Israel e Irã aumenta o risco global, pressionando os ativos de risco e reforçando a busca por proteção”, afirma João Kepler, CEO da Equity Group.

    A ofensiva israelense reacende o temor de uma interrupção no fluxo de petróleo e gás da região, considerada estratégica para a matriz energética global. O Irã não apenas figura entre os maiores produtores da commodity, como também controla o Estreito de Ormuz — rota por onde transita cerca de 25% do petróleo mundial. Com isso, o Brent saltava mais de 6% e o índice de volatilidade VIX — conhecido como “termômetro do medo” — avançava 13%, após ter chegado a subir 20% durante a madrugada.

    “A elevação dos preços do petróleo encarece combustíveis e gera pressão inflacionária adicional, afetando margens de empresas dependentes de derivados e importações. Isso torna ainda mais difícil o caminho para um ciclo de queda de juros no Brasil, sobretudo com a Selic já elevada e uma inflação persistentemente resistente”, explica Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos.

    Com o ambiente global mais hostil, os investidores retiram recursos de mercados emergentes e voltam-se para ativos considerados seguros, como o dólar, o ouro e os títulos do Tesouro americano. “Esse fluxo, além de pressionar o câmbio, tende a prejudicar setores da Bolsa mais sensíveis à demanda interna e ao crédito, como varejo, construção civil e tecnologia”, diz Patzlaff.  Uma queda maior no Ibovespa tem sido evitada pela valorização do petróleo, que beneficia a Petrobras. As ações da companhia saltavam mais de 2% nesta sexta.

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