Mercados ensaiam recuperação após plano para escoar petróleo no estreito de Ormuz
Por ora investidores abraçaram a possibilidade de um impacto moderado da guerra sobre os preços da energia
Os mercados financeiros globais respiram fundo nesta quarta-feira e tentam se estabilizar com o avanço da guerra no Oriente Médio. Tanto os futuros americanos quanto as bolsas europeias avançam pela manhã, interrompendo as perdas da véspera. O petróleo continua a subir, mas em ritmo mais modesto: a alta até agora é de menos de 2%.
No final da terça-feira, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que a Marinha dos EUA ofereceria proteção a navios que planejam cruzar o Estreito de Ormuz, em um esforço de evitar a paralisação do escoamento de combustíveis da região. Seguradoras também ofereceriam cobertura a preços “razoáveis”.
Não está claro se esses anúncios devem surtir qualquer efeito, mas por ora investidores abraçaram a possibilidade de um impacto moderado da guerra sobre os preços da energia e, consequentemente, sobre a inflação. E aproveitam o momento para limitar perdas.
Na agenda do dia, investidores americanos examinam o relatório ADP de criação de vagas de trabalho e também o Livro Bege, que mostra como o Fed vê as condições da economia americana.
O EWZ, fundo que representa ações brasileiras em Nova York, destoa da melhora global e começa o dia em baixa de 0,11%, isso após o tombo registrado na véspera. No Brasil, a agenda é fraca.
Agenda do dia
7h: Zona do euro divulga taxa de desemprego de janeiro
10h15: EUA divulgam relatório ADP de emprego no setor privado em fevereiro
14h30: BC publica fluxo cambial semanal
16h: Fed divulga Livro Bege
Senado vota acordo Mercosul-UE
Balanços
Após o fechamento: Rumo, CBA, Dexco, Ultrapar e PagBank
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