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Mercado de trabalho dos EUA perde fôlego com queda nas vagas abertas em novembro

Relatório Jolts aponta recuo na demanda por mão de obra, enquanto incertezas econômicas e uso de inteligência artificial começam a pesar sobre as contratações

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jan 2026, 17h04 •
  • O Escritório de Estatísticas do Trabalho, ligado ao Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (7) o relatório Jolts, que revelou uma nova retração no número de vagas de emprego em aberto no país. Em novembro, o total de postos disponíveis caiu para 7,146 milhões, sinalizando uma desaceleração contínua da demanda por trabalhadores em um ambiente marcado por maior incerteza econômica. O levantamento também mostrou redução no ritmo de contratações, reforçando a percepção de perda de tração no mercado de trabalho americano.

    Os dados referentes a outubro passaram por revisão para baixo, com o número de vagas em aberto ajustado de 7,670 milhões para 7,449 milhões. Em relação às contratações, houve uma queda expressiva de 253 mil postos em novembro, levando o total para 5,115 milhões. O movimento é compatível com os ganhos modestos de emprego observados recentemente, mesmo diante do crescimento econômico robusto registrado no terceiro trimestre. Além disso, algumas empresas vêm acelerando a incorporação de ferramentas de inteligência artificial em determinadas funções, o que tem reduzido a necessidade de mão de obra em áreas específicas.

    As expectativas do mercado seguem cautelosas para os próximos dados oficiais. Uma pesquisa realizada pela Reuters com economistas aponta a criação de cerca de 60 mil vagas em dezembro no relatório de emprego do governo americano, que será divulgado na sexta-feira, após a abertura de 64 mil postos registrada em novembro. A taxa de desemprego, por sua vez, deve ter recuado para 4,5%, depois de alcançar 4,6% em novembro, o maior patamar em mais de quatro anos.

    Vale destacar que os números recentes do mercado de trabalho foram impactados por fatores atípicos. A taxa de desemprego de novembro foi parcialmente distorcida pela paralisação de 43 dias do governo federal, que também comprometeu a coleta de dados referentes a outubro. Como consequência, a taxa de desemprego de outubro não chegou a ser divulgada, algo inédito desde o início da série histórica, em 1948.

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