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‘Medidas unilaterais são contraproducentes’, diz Haddad sobre tarifaço de Trump

Ministro afirmou que Ministério do Desenvolvimento prepara informações para reunião com o presidente Lula

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 fev 2025, 19h38 • Atualizado em 11 fev 2025, 20h11
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou nesta terça-feira, 11, a decisão tomada por Donald Trump, presidente dos EUA, de aplicar uma tarifa de 25% sobre importações de aço e alumínio. O ministro chamou a decisão de “contraproducente” por prejudicar a economia global.

    “Estamos acompanhando, sabendo a minúcia da decisão e observando as implicações que isso vai ter, porque não é uma decisão contra o Brasil, é uma coisa genérica para todo mundo”, disse ele. “Estamos observando as reações do México, Canadá e China a esse respeito. A avaliação é que medidas unilaterais desse tipo são contraproducentes para a melhoria da economia global.”

    O ministro afirmou também que a economia mundial “perde com essa desglobalização que está acontecendo”, o que não significa defender “a velha globalização”, com seus desequilíbrios, mas sim uma “globalização sustentável do ponto de vista social e ambiental.”

    Ainda segundo Haddad, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) está organizando informações a respeito da decisão de Trump para uma reunião com o presidente Lula. “Na linha do que propusemos no G-20, e o Brasil liderou o G-20 até o ano passado, estamos imaginando voltar para a mesa de negociação com propostas nessa direção”, disse o ministro.

    Sobre realizar ou não um movimento para negociar diretamente com Trump eventuais mudanças na decisão sobre as tarifas, como têm feito outros países, caso da Austrália, Haddad afirmou não saber qual a disposição do governo americano nesse momento para isso, mas que o Itamaraty “está envolvido”, sem dar mais detalhes.

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    “Por isso que o Mdic está fazendo essa avaliação, para levar ao presidente o quadro geral e vamos avaliar conjuntamente”, disse.

    Haddad também declarou que se reúne “com muita frequência” com representantes dos setores de aço e alumínio, como foi no ano passado, mas não teve encontros desde o anúncio da tarifaço de Trump. Ele informou que fará uma viagem nesta semana ao Oriente Médio e que, na volta, deverá receber o setor.

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