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Maioria dos executivos do setor financeiro espera aceleração da economia brasileira em 2026, diz PwC

Embora exista otimismo com a economia nacional, houve um ajuste nas expectativas de curto prazo para as próprias empresas

Por Bruno Andrade Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 29 jan 2026, 09h56 • Atualizado em 29 jan 2026, 19h32
  • Cerca de 68% dos executivos dos setor financeiro esperam uma aceleração da economia brasileira em 2026 na comparação com 2025. O número está acima da média dos CEOs brasileiros de todos os setores, que é de 60%. Os dados estão no recorte setorial da 29ª Global CEO Survey da PwC, estudo divulgado nesta quinta-feira, 29.

    Durante a coletiva do estudo, Veja questionou o sócio e líder para o setor de serviços financeiros da PwC Brasil, Lindomar Schmoller, o fato de o mercado prever a desaceleração da economia em 2026 devido ao ciclo de juros elevados. Segundo o último boletim focus de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) deve avançar 2,26% em 2025, ante uma alta de 1,8% para o PIB em 2026. Ou seja, a estimativa geral é desaceleração, o contrário do estimado pela pesquisa.

    Segundo Schmoller, há um otimismo no setor devido à vinda de investimentos estrangeiros relevante pra Bolsa após o Ibovespa ter batido recordes históricos do ponto de vista de valorização. “Isso contribui para a expansão da economia como um todo”.

    “Mesmo com uma taxa de juros alta, a economia está expandindo. Por isso, acredito que a visão dos CEOs reflete esta questão, apesar de a nossa pesquisa não trazer esta pergunta diretamente”, disse Schmoller.

    Embora exista otimismo com a economia nacional, houve um ajuste nas expectativas de curto prazo para as próprias empresas. A perspectiva de crescimento de receita nos próximos 12 meses diminuiu de 62% (no ano anterior) para 48%, embora esse número permaneça acima da média brasileira de todos os setores (38%) e alinhado à média global do setor financeiro (42%).

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    Para Lindomar Schmoller, a confiança dos acionistas é um ativo estratégico e mensurável, com impacto direto no valor. Antecipar vulnerabilidades e tratar o tema de forma estruturada no conselho, abrangendo a confiança em três dimensões – operacional, na prestação de contas e digital – permite reduzir riscos e fortalecer a resiliência do negócio.

    “Programas robustos de IA responsável, por exemplo, contribuem para mitigar incidentes e acelerar a recuperação quando falhas ocorrem”, ressalta Schmoller.

    Como estão os negócios do setor financeiro?

    Em meio a esse cenário, cerca de 58% dos CEOs destas companhias admitem que incorporaram a inovação como um componente essencial da estratégia de negócios, um percentual superior à média global para o setor (47%) e também à média geral brasileira (56%) e global (50%).

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    Quando o tema é inovação, as companhias de serviços financeiros se destacam, principalmente, em termos de colaboração e experimentação: 39% colaboram com parceiros externos para acelerar a inovação e 35% testam rapidamente novas ideias com clientes, percentuais superiores aos observados em todos os recortes analisados.

    Neste contexto, o cuidado com os riscos cibernéticos também está acima da média na comparação com demais setores. Para 45% dos líderes brasileiros, os seus negócios estão altamente expostos a ameaças tecnológicas, um patamar que também chama a atenção por estar acima da média para o setor financeiro globalmente (31%) e da média de todos os setores no Brasil (25%).

    “Observamos que a preocupação com os riscos tecnológicos está acima de outros riscos, como o de fatores macroeconômicos, por exemplo. Isso demonstra a importância de ações preventivas e preditivas e de monitoramento constante entre as companhias desta indústria”, alerta Schmoller.

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    Neste contexto, a adoção da Inteligência Artificial (IA) pode ser uma aliada tanto na prevenção de riscos como em outras frentes para o setor. No Brasil, 34% dos CEOs de serviços financeiros já associam algum aumento de receita atribuído ao uso de IA e nenhum relata queda.

    Em relação aos custos, 28% apontam redução associada a ganhos de eficiência, enquanto metade (50%) mantém os custos estáveis. Valores significativamente maiores quando comparados com os 12% no mundo que registraram economia de custos e aumento de receita com IA no último ano.

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