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Lula diz que alta do IOF não foi erro, mas admite que medida foi tomada ‘sem conversar’ por falta de tempo

Presidente sai em defesa de Haddad antes de se reunir com as presidências da Câmara e do Senado

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 3 jun 2025, 12h21 •
  • O presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera que o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) implementado na semana passada não foi um erro do governo, apesar da repercussão ruim no Congresso e no setor privado. “Não acho que tenha sido erro não, foi momento político e em nenhum momento o companheiro (Fernando) Haddad (ministro da Fazenda) teve qualquer problema de rediscutir o assunto”, disse em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 3. As presidências da Câmara e do Senado, comandadas por Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AL), respectivamente, indicaram que o Legislativo deve derrubar a medida em menos de duas semanas caso ela não seja substituída por uma alternativa.

    Apesar de ter saído em defesa do ministro Haddad, Lula admitiu que o anúncio da alta do IOF foi feito às pressas e, no primeiro momento, sem diálogo com o Congresso Nacional. “Toda vez que a gente toma uma atitude sem conversar com as pessoas que vão ter que nos defender e defender a proposta, a gente pode cometer erros”, disse. Lula tem um almoço marcado com Motta e Alcolumbre nesta terça-feira, ocasião em que o assunto do IOF deve ser discutido. O governo procura evitar a derrubada total da medida ao mesmo tempo que corre contra o tempo para oferecer alternativas ao Congresso.

    A mudança no IOF ocorreu com a intenção de buscar mais verbas para o governo federal, de modo a equilibrar as contas públicas em um contexto de expansão incessante de gastos. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, incumbido da tarefa de buscar outras fontes de receita para que a alta do imposto possa ser descartada pacificamente, disse que enviará um pacote de ajustes fiscais ao Congresso em breve. O pacote deve conter ao menos uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), um projeto de lei, e possivelmente uma medida provisória, segundo o ministro, que não detalhou o conteúdo exato do que deve ser enviado.

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