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Lucro da Aegea no terceiro trimestre cai 40%, puxado por despesas financeiras

Maior concessionária privada de saneamento, que atende cidades como o Rio de Janeiro, viu a dívida líquida crescer no terceiro trimestre

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 nov 2025, 09h55 •
  • A Aegea, maior concessionária privada de saneamento básico do Brasil, encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido consolidado de 423,5 milhões de reais. A cifra representa uma queda de 40% sobre os 701,2 milhões de reais registrados no mesmo período do ano passado, segundo o informe trimestral (ITR) apresentado à Comissão de Valores Mobiliários na noite de ontem, 5.

    Atendendo mais de 39 milhões de pessoas em quase 900 municípios, a Aegea assumiu há pouco tempo os serviços de água e esgoto de Belém do Pará, que sedia, a partir de hoje, a COP30. De acordo com o ITR, o desempenho foi prejudicado sobretudo por dois fatores. O primeiro foi a equivalência patrimonial, que passou de uma contribuição positiva de 66,8 milhões de reais no terceiro trimestre do ano passado para um saldo negativo de 41,8 milhões.

    A grande pressão, contudo, veio do resultado financeiro líquido. No ano passado, essa rubrica estava negativa em 600,1 milhões de reais. Após um salto de 83%, o rombo subiu para 1,1 bilhão de reais entre julho e setembro. É verdade que as receitas financeiras avançaram quase 360%, de 184,2 milhões para 845,5 milhões de reais, mas essa evolução foi anulada pelo crescimento de quase 150% das despesas financeiras, que passaram de 784,3 milhões para 1,9 bilhão de reais.

    Segundo o release de resultados divulgado junto com as demonstrações financeiras, a Aegea elevou seu Ebitda em 26% na comparação para 2,2 bilhões de reais. O resultado, que serve de referência para estimar a geração de caixa da companhia, representou, porém, uma corrosão de 3,8 pontos percentuais na margem Ebitda, que encerrou setembro em 63,3%.

    Apesar do aumento do Ebitda, a concessionária saiu do terceiro trimestre com menos caixa do que entrou: 148,6 milhões de reais, ante 182,6 milhões. Com isso, a dívida líquida, representada pela dívida total menos o caixa e outras disponibilidades, aumentou 57% em doze meses, passando de 15,6 bilhões para 24,4 bilhões de reais. O nível de endividamento, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, também piorou ligeiramente, subindo de 2,5 vezes para 2,9 vezes.

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