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Líbano pode liberar saída de Ghosn se receber processo em 40 dias

O ex-presidente da Nissan fugiu de prisão domiciliar que cumpria no Japão no fim de dezembro

Por Reuters - 10 jan 2020, 16h46

O Líbano pode suspender a proibição de viagens ao ex-presidente da Nissan Carlos Ghosn caso os autos relativos ao seu caso não sejam enviados pelo Japão em 40 dias, informou em comunicado, nesta sexta-feira, 10, o ministro interino da Justiça do país, Albert Serhan. Ghosn fugiu do Japão para o Líbano, seu lar de infância, no mês passado, enquanto aguardava julgamento por acusações de ocultar ganhos e apropriação indébita de fundos da empresa. Ele nega as acusações e acusa o governo do Japão de submetê-lo a um julgamento persecutório.

Em comunicado, Serhan disse que havia se encontrado com o embaixador Japonês no Líbano e reafirmado a importância do relacionamento entre os dois países. Ele também disse que a esposa de Ghosn, Carole, será interrogada pelos promotores libaneses quando as autoridades receberem uma notificação da Interpol por ela. “Carole estará sujeita aos mesmos procedimentos que foram feitos (com Ghosn) quando o alerta vermelho for recebido da Interpol”, disse o ministro no comunicado.

Na terça-feira 7, promotores de Tóquio emitiram um mandado de prisão por Carole em razão de um suposto falso testemunho relacionado à acusação de apropriação indébita contra o seu marido. Uma porta-voz de Carole disse que ela tinha, voluntariamente, voltado ao Japão há nove meses para responder aos questionamentos de promotores e estava livre para ir sem quaisquer acusações, acrescentando que o mandado era “patético”.

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