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Isenção do IR ‘vai passar’, dificuldade é fazer super-ricos pagarem, diz Haddad

Ministro da Fazenda ressaltou que 'não vai poder dar o benefício sem compensação, senão pode dar inflação, pode dar tudo'

Por Felipe Barbosa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 mar 2025, 22h09 • Atualizado em 21 mar 2025, 22h16
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso que prevê isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5.000 reais deve ser aprovado e que o difícil é fazer os super-ricos pagarem. A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda.

    “Agora nós mandamos a reforma da renda para isentar quem ganha até 5 mil reais. Era uma promessa do Bolsonaro que ele não cumpriu. O Lula prometeu, ganhou a eleição, e mandou pro Congresso. Nós entregamos na mão do presidente da Câmara, o deputado Hugo Motta, o projeto de lei”, afirmou Haddad no início da resposta. Ao ser questionado sobre a chance de aprovação, o ministro foi enfático:

    “Vai passar. O problema não é a medida em si, tanto é que todo mundo prometeu. O presidente Lula está cumprindo. O antecessor dele prometeu e não mandou. Por quê? A dificuldade é fazer quem não paga pagar para compensar. É a contrapartida.”

    A proposta foi enviada pelo governo Lula na terça-feira desta semana. O ministro explicou que uma das mudanças será a criação do imposto mínimo, que prevê a cobrança progressiva de pessoas que ganham a partir de 600.000 por ano. O patamar máximo será de 10% para aqueles que recebem 1,2 milhão de reais anuais.

    “Vai ser muito difícil um deputado se manifestar contra a isenção. Foi promessa do Bolsonaro. Ele só não cumpriu, mas ele prometeu. Ou seja, vai ser muito difícil para o PL, que é o partido do Bolsonaro falar que é contra”, disse o petista. “Qual vai ser o debate real? A contrapartida, quem paga. O que a gente combinou que não vai poder é dar o benefício sem compensação, senão pode dar inflação, pode dar tudo”, acrescentou.

    “Vamos chegar a 20 milhões de pessoas isentas. Do outro lado, são 140 mil pessoas que hoje não pagam nem 10% de Imposto de Renda, contra uma professora de escola pública que paga 10%. Se ela paga 10%, por que um super-rico não paga? Se ele paga 3%, ele complementa 7 [pontos]. Se ele paga 14%, a lei não o afeta”, concluiu Haddad.

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