ASSINE VEJA NEGÓCIOS

Inflação nos EUA continua subindo e é a maior desde a década de 1980

Em 12 meses, índice de preços ao consumidor (CPI) acumula 8,5%; pressão inflacionária deve provocar mais altas de juros por parte do Fed

Por Larissa Quintino Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 12 abr 2022, 10h23 • Atualizado em 13 abr 2022, 22h06
  • O fantasma da inflação não é uma preocupação apenas para os brasileiros. Com a guerra na Rússia, a pressão global escalou mais. Na maior economia do mundo, não é diferente. Os preços ao consumidor nos Estados Unidos atingiram em março um acumulado de 8,5% em relação a um ano antes, ante alta de 7,9% no período anterior. Esse é o maior aumento nos preços desde dezembro de 1981, informou o Departamento do Trabalho. Em base mensal, a inflação no varejo subiu 1,2% em março em relação a fevereiro, de 0,8% no período anterior.

    O resultado ficou dentro das estimativas do mercado. Segundo a Bloomberg, a projeção era de alta de 1,2% no mês e de 8,4% em base anual em março. Para além da guerra na Rússia, os lockdowns chineses com novas ondas de Covid-19 também pressionam os preços, assim como nos EUA a maior busca por viagens aéreas, dado o momento da pandemia no país.

    Os custos da gasolina impulsionaram metade do aumento mensal. Houve também impacto nos preços de alimentos, também consequência da alta global das commodities após a invasão da Ucrânia pela Rússia.  Economistas americanos esperam que a inflação registrada em março seja o pico desta temporada altista, mesmo assim, o resultado pode influenciar uma nova alta na taxa básica de juros por parte do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, na base de 0,5 ponto.  

    A maior aceleração da inflação — e consequentemente dos juros — nos EUA podem fazer com que os investidores prefiram os retornos do mercado americano, considerado o mais seguro do mundo. O Brasil, que vem recebendo muito investimento estrangeiro, assim como outros emergentes, poderia ver esse fluxo diminuir.

    Preços

    Segundo dados do Departamento do Trabalho dos EUA, os chamados núcleos de preços aumentaram 0,3% em relação ao mês anterior e 6,5% em relação ao ano anterior, ambos abaixo do projetado e devido em grande parte à maior queda nos preços de veículos usados ​​desde 1969.

    Continua após a publicidade

    Na comparação anual, a inflação de bens excluindo alimentos, energia e veículos usados ​​aumentou 8,1% em março, o maior desde 1981. Os preços dos alimentos subiram 1% em relação a fevereiro.

    Os serviços aumentaram 5,1% em relação ao ano anterior, o maior avanço desde 1991. As tarifas aéreas subiram um recorde de 10,7% em março em relação ao mês anterior. Os custos com hospedagem, que incluem aluguéis e estadias em hotéis, se ampliaram em 0,5% pelo segundo mês.

    O relatório da CPI mostrou que os preços da energia subiram 11% em março em relação ao mês anterior, o maior desde 2005, enquanto os preços da gasolina saltaram 18,3%, o maior ganho desde 2009.

    O presidente Joe Biden também foi criticado por não controlar os preços enquanto os americanos pagam por combustível e mantimentos. No mês passado, Biden ordenou a maior liberação de petróleo da história de suas reservas para ajudar a diminuir os preços, mas os preços da gasolina em todo o país ainda estão em média acima de 4 dólares o galão. A inflação é um choque para a popularidade de Biden e um complicador nos esforços dos democratas para manter suas margens apertadas no Congresso nas eleições de meio de mandato no final deste ano.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    O mercado não espera — e você também não pode!
    Com a Veja Negócios Digital , você tem acesso imediato às tendências, análises, estratégias e bastidores que movem a economia e os grandes negócios.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Veja Negócios impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.