Inflação dos EUA permanece acima da meta e reforça cautela do Fed
Índice PCE mostra pressão persistente nos preços mesmo com desaceleração moderada da inflação anual
A inflação nos Estados Unidos permaneceu elevada no início de 2026, segundo dados do relatório Personal Income and Outlays divulgado pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O indicador mais acompanhado pelo Federal Reserve, o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), apontou que as pressões inflacionárias continuam acima da meta do banco central.
Em janeiro, o PCE geral subiu 0,3% no mês e acumulou alta de 2,8% em 12 meses, enquanto o núcleo do PCE, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, avançou 0,4% no mês e 3,1% na comparação anual. O núcleo do índice é considerado a medida mais relevante para a política monetária, pois reflete a tendência subjacente da inflação ao eliminar oscilações temporárias desses dois grupos de preços.
Além da inflação, o relatório também mostrou crescimento da renda e do consumo das famílias, sinalizando que a atividade econômica segue resiliente. A renda pessoal e os gastos do consumidor avançaram 0,4% em janeiro, indicando que o consumo, principal motor da economia americana, continua sustentando o ritmo da atividade.
Mesmo com a inflação anual mostrando leve moderação, o nível do núcleo do PCE ainda permanece acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve. Esse cenário reforça a percepção de que o banco central americano pode manter as taxas de juros elevadas por mais tempo para garantir que as pressões inflacionárias sejam controladas.







