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Inflação do setor de saúde deve bater em 13% neste ano, segundo consultoria

Relatório da consultoria Mercer Marsh, que ouviu operadoras de planos de saúde, mostra que a alta de preços no Brasil será maior que a média mundial

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 mar 2025, 16h29 • Atualizado em 21 mar 2025, 16h34
  • A inflação do setor de saúde deve ser de quase 13% neste ano, segundo um relatório da consultoria Mercer Marsh. O índice se refere aos produtos e serviços médico-hospitalares pagos pelas operadoras de planos de saúde. Se confirmada, a taxa representará mais que o dobro dos 5,66% que o mercado projeta para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo o último Boletim Focus do Banco Central. Além disso, significará um retorno ao período pré-pandemia de covid-19, quando o setor de saúde vivia uma forte alta dos preços.

    Em 2019, por exemplo, a inflação médica foi de 13,86%, de acordo com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anhp). Naquele mesmo ano, o IPCA, considerado o índice oficial de inflação do Brasil, subiu 4,31%. Para elaborar suas estimativas, a Mercer Marsh ouviu 255 seguradoras que trabalham com planos de saúde, espalhadas por 55 países.

    Com isso, a consultoria também constatou que a expectativa para a inflação do setor de saúde, no Brasil, é maior do que os 10,4% que representam a média dos países latino-americanos. Dos doze países da América Latina pesquisados, somente o México e a Colômbia devem superar o Brasil. Ambos devem apresentar um aumento de preços de 14%. O desempenho brasileiro também deve superar a inflação média do setor de saúde no mundo, cuja estimativa é de 10,8%.

    Com parte de seus custos atrelada ao dólar, devido às importações de insumos e equipamentos, a alta dos preços no Brasil refletirá a variação cambial. Outros fatores, contudo, pesarão nas faturas das operadoras de planos de saúde. A Mercer Marsh afirma que o aumento da ocorrência de casos de câncer em indivíduos com menos de 50 anos de idade é um dos principais motivos para o avanço dos custos, e foi citado por 82% das empresas entrevistadas. Outro elemento são os tratamentos mais sofisticados para doenças como a obesidade, cujo preço ainda é muito caro.

    Para compensar a pressão inflacionária, a consultoria afirma que as operadoras de saúde vão intensificar o uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA). Entre suas aplicações, estarão a detecção de fraudes e desperdício, e a análise de sinistros.

     

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