Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Inflação americana surpreende em outubro e acumula maior alta desde 1990

Ainda que as autoridades americanas reafirmem que a alta de preços é temporária, mercado precifica alta de juros do país para o segundo semestre de 2022

Por Luisa Purchio Atualizado em 15 nov 2021, 20h35 - Publicado em 10 nov 2021, 13h05

Os gargalos na logística de mercadorias e matérias-primas após a pandemia da Covid-19 e o alto preço da energia continuam pressionando a cadeia produtiva em todo o mundo e desencadeando altas expressivas de preços. Dados divulgados na manhã desta quarta-feira, 10, pelo Departamento de Estatísticas dos Estados Unidos surpreenderam ao apontar que em outubro a inflação americana subiu mais uma vez. No acumulado do ano, atingiu a maior alta dos últimos 30 anos.

No ano, o índice CPI mais amplo, que inclui alimentos e combustíveis, acumula alta de 6,2%, o maior índice desde novembro de 1990. Em outubro, a alta foi de 0,9%, acima das estimativas dos economistas da Bloomberg, de 0,6%, e do índice do mês anterior, de 0,4%. Já o CPI Core, que exclui alimentos e combustíveis, que são mais voláteis, acumula no ano alta de 4,6%, o maior patamar desde agosto de 1991. Em outubro, o índice subiu 0,6%, acima da expectativa dos economistas, de 0,4%, e superior ao índice do mês passado, de 0,2%.

Tanto o Federal Reserve quanto o Tesouro americano afirmam que a alta de preços é temporária e deve cair no ano que vem. Na terça-feira, 9, a secretária do Tesouro americano, Janet Yellen, reafirmou que a economia deve melhorar com a normalização após a pandemia – em repetidas ocasiões, ela vem reiterando que espera um retorno da inflação a patamares próximos a 2% no ano que vem.

Ainda assim os investidores americanos precificam que já no meio do ano de 2022 o Fed subirá a taxa de juros do país. Após a divulgação da inflação de hoje, a curva de juros dos títulos do Tesouro americano de dois anos, bem como de 10 anos, têm leve alta no início da tarde desta quarta-feira, com os yields subindo 3,5%. Já o mercado acionário opera em aversão ao risco, com o S&P 500 em leve queda de 0,14%.

Pedidos de auxílio-desemprego

Também nessa quarta, o Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou o número de pedidos de auxílio desemprego, outro índice importante por apontar a temperatura da recuperação da economia americana. Na semana passada, 267 mil pessoas solicitaram o benefício, o número mais baixo desde o início da pandemia.

Apesar de vir em 2 mil pessoas acima da estimativa dos analistas da Bloomberg, foram 4 mil a menos que os pedidos da semana anterior. Ainda assim, o número é bastante superior aos índices pré-pandemia. Na segunda quinzena de março de 2020, 261 pessoas solicitaram o benefício.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)