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Indústria global mantém ritmo de crescimento, mas Brasil perde fôlego no cenário internacional

Expansão do setor manufatureiro segue concentrada na Ásia, enquanto América Latina e Brasil ficam para trás no ranking mundial

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jan 2026, 10h37 • Atualizado em 22 jan 2026, 11h15
  • A indústria manufatureira global manteve trajetória de expansão no terceiro trimestre de 2025, mesmo em um ambiente marcado por tensões comerciais e geopolíticas. De acordo com dados divulgados pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), a produção mundial do setor cresceu 0,7% na comparação com o trimestre anterior, já com ajuste sazonal. Apesar do avanço, o resultado representa uma desaceleração frente ao segundo trimestre, quando o crescimento havia sido de 1%.

    Na comparação anual, o desempenho segue robusto. A produção industrial global avançou 3,9% em relação ao terceiro trimestre de 2024, mantendo um ritmo consistente ao longo de 2025 e reforçando a resiliência do setor em meio a um cenário internacional ainda desafiador. O crescimento tem sido sustentado principalmente por investimentos, condições financeiras mais favoráveis e pelo avanço tecnológico, especialmente em segmentos ligados à digitalização e à inteligência artificial.

    O contraste com o Brasil, porém, é significativo. No terceiro trimestre, a indústria brasileira registrou crescimento de apenas 0,2% frente ao trimestre anterior, desempenho inferior a um terço da média global. Na comparação com o mesmo período de 2024, o setor entrou em terreno negativo, com retração de 0,6%, após ter crescido 2,4% no primeiro trimestre do ano. O resultado coloca o país entre os destaques negativos do levantamento.

    A China continuou desempenhando papel central na expansão industrial global. A manufatura chinesa cresceu 1,3% no trimestre, praticamente estável em relação ao avanço de 1,4% observado no período anterior. Na comparação anual, a alta foi de 6,6%, levemente abaixo dos 6,8% registrados no segundo trimestre, mas ainda em patamar elevado.

    Já o restante da Ásia e da Oceania, excluindo a China, apresentou desaceleração mais acentuada. A região avançou 0,7% no terceiro trimestre, após crescer 1,6% no trimestre anterior. Ainda assim, manteve crescimento anual de 4%, evidenciando um desempenho mais sólido no horizonte mais longo.

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    Na América do Norte e na Europa, o ritmo foi mais contido. As duas regiões cresceram 0,3% e 0,1%, respectivamente, na comparação trimestral. Em relação ao terceiro trimestre de 2024, os avanços foram de 1,1% na América do Norte e 1,8% na Europa, beneficiados por bases de comparação mais fracas.

    Entre as demais regiões, a África se destacou positivamente, com crescimento de 1,3% no trimestre e expressiva alta de 5,1% na comparação anual, sinalizando fortalecimento da atividade industrial. A América Latina e o Caribe, por outro lado, foi a única região a registrar queda nas duas bases de comparação: recuo de 0,6% frente ao trimestre anterior e de 0,1% em relação ao mesmo período de 2024. Segundo a UNIDO, o desempenho negativo da região foi puxado principalmente por México (-1,4%) e Argentina (-3,2%) na comparação trimestral, enquanto, no recorte anual, a queda da indústria brasileira teve peso relevante no resultado agregado.

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