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Índice de desemprego nos EUA cai em janeiro

Por Da Redação 3 fev 2012, 14h29

Jorge A. Bañales

Washington, 3 fev (EFE).- O emprego aumentou acima do esperado em amplos setores da economia dos Estados Unidos em janeiro, o que fez com que o índice de desemprego caísse dois décimos para 8,3%, o mais baixo desde fevereiro de 2009, informou nesta sexta-feira o Departamento de Trabalho.

No mês passado a maior economia do mundo teve um aumento líquido de 243 mil postos de trabalho, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira por esse departamento.

O anúncio representa um grande respaldo para o presidente dos EUA, Barack Obama, em um ano eleitoral no qual os eleitores declaram que o emprego representa sua principal preocupação na hora de votar.

O presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, Paul Krueger, afirmou depois que os números foram anunciados que os dados ‘apresentam novas provas de que a economia continua sua recuperação após o pior revés desde a Grande Depressão’ e considerou ‘vital’ que se continue com as políticas econômicas atuais.

Por sua vez, o presidente da Câmara de Representantes (Deputados), o republicano John Boehner, disse que o anúncio representa uma ‘notícia bem-vinda’, mas advertiu: ‘Nossa economia ainda não cria trabalhos do modo como deveria e por isso precisamos de uma nova estratégia’.

Os indícios de que o setor privado está contratando mais empregados fazem com que muitos economistas questionem a conveniência do estímulo monetário do Federal Reserve (Fed, banco central americano).

Em sua reunião de janeiro o Comitê de Mercado Aberto, que dirige a política monetária dos EUA, indicou que manterá até o fim de 2014 a taxa básica de juros – que está abaixo de 0,25% desde dezembro de 2008 – e vai continuar com outras intervenções de estímulo da economia.

Os dados divulgados pelo Governo causaram uma baixa nos futuros de fundos do Fed, especialmente nos contratos que expiram em 2013 e 2014.

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Os investidores acreditam que o primeiro aumento da taxa de juros do Fed ocorrerá por volta da metade de ano em 2014, em vez do final, como assinalou o Comitê.

Durante todo o ano passado a economia dos EUA criou 1,82 milhões de postos de trabalho, comparado com o relatório preliminar que dava conta de um lucro líquido de 1,64 milhão de empregos.

Mas durante a recessão entre dezembro de 2007 e junho de 2009, o mercado de trabalho americano perdeu 8,4 milhões de empregos.

A diminuição do índice de desemprego, segundo alguns analistas, mostra que as empresas confiam que os EUA superarão sem muito dano a crise europeia.

O otimismo dos analistas e das empresas se apoia no fato de que o crescimento do emprego ocorre em amplos setores da economia, fábricas, construção civil, comércio no varejo e as agências de emprego temporário.

O número de indústrias que mostrou aumento do emprego subiu de 62,4 em dezembro para 64,1 em janeiro.

Após dois meses consecutivos com um lucro líquido de mais de 200 mil postos de trabalho, a medida mais ampla do desemprego – que inclui as pessoas que trabalham só em tempo parcial porque não conseguem emprego em tempo completo e as que abandonaram a busca de emprego – caiu um décimo de ponto percentual, para 15,1%.

Em janeiro o setor fabril acrescentou 50 mil empregos – o maior aumento em um ano -, o setor de serviços teve um lucro líquido de 162 mil e o setor governamental perdeu 14 mil postos de trabalho.

No mês passado, o setor privado acrescentou 257 mil postos de trabalho em sua maioria no setor fabril, os serviços profissionais, a hotelaria e o cuidado da saúde.

Em janeiro as remunerações por hora média subiram 0,2% para US$ 23,39, indica o relatório do Governo. EFE

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