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Incertezas sobre ‘tarifaço’ de Trump e expectativa por PIB pressionam mercado

O dia é de liquidez reduzida devido a semana curta, impactada pelo feriado, repercutindo os efeitos da guerra comercial dos EUA

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 mar 2025, 11h57 • Atualizado em 6 mar 2025, 11h58
  • Com a liquidez reduzida pela semana encurtada devido ao feriado de Carnaval, o mercado financeiro brasileiro começa o dia com volumes de negociação mais baixos, refletindo uma atmosfera de cautela e atenção ao cenário externo. O Ibovespa, principal índice da B3, operava próximo aos 123 mil pontos, sem grande força no meio do dia, impactado por fatores que vão além das fronteiras nacionais. O foco dos investidores está voltado para os movimentos vindos dos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump continua sua campanha de guerra comercial.

    Ontem, o mercado experimentou uma breve distensão após o governo americano suspender temporariamente a aplicação de tarifas sobre automóveis importados do Canadá e do México, adiando em 30 dias uma medida que entrou em vigo um dia anterior. O movimento ajudou a aliviar o dólar, mas hoje a moeda volta a subir levemente e era cotada a R$ 5,76 ao meio dia.

    Embora o alívio momentâneo tenha trazido algum fôlego aos mercados globais, o discurso de Trump mantém um tom agressivo, prometendo continuar a política protecionista que marcou sua campanha eleitoral. A retórica permanece focada em “America First”, um mantra que busca fortalecer a indústria local, mas que ao mesmo tempo gera incertezas para os parceiros comerciais e investidores. No entanto, a flexibilização sugerida pelo secretário de Comércio dos EUA alimentou esperanças de que possa haver espaço para negociações mais suaves.

    Apesar disso, o sentimento prevalente entre os investidores ainda é de apreensão, e os principais índices americanos refletem essa cautela, com quedas nas principais bolsas americanas nesta quinta-feira, 9. A queda do minério de ferro, uma das principais commodities que sustentam a balança comercial brasileira, também pressiona o índice brasileiro, afetando diretamente o desempenho de empresas gigantes como a Vale, que têm peso relevante no Ibovespa.

    Por outro lado, nem tudo é pessimismo. O petróleo opera em alta nesta quinta-feira, quebrando uma sequência de quatro sessões consecutivas de perdas. O movimento de recuperação do preço da commodity pode fornecer algum suporte ao índice brasileiro.

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    O cenário doméstico, entretanto, também aguarda ansiosamente a divulgação do PIB de 2024, prevista para amanhã. As expectativas são otimistas, com projeções apontando para um crescimento superior a 3%.

     

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