Ibovespa renova recorde e fecha acima dos 186 mil pontos
Avanço foi impulsionado por balanços corporativos, entrevista de Gabriel Galípolo e cenário externo mais favorável ao risco
O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira (9) em novo patamar histórico, aos 186.313 pontos, após subir 1,76%. O desempenho do índice foi acompanhado de perto por investidores atentos à entrevista concedida por Gabriel Galípolo e à divulgação de resultados financeiros de grandes companhias do setor bancário.
Entre os destaques do dia, o BTG Pactual (BPAC11) reportou lucro líquido ajustado próximo de 4,6 bilhões de reais no quarto trimestre, valor 40,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Após o fechamento do pregão, BB Seguridade (BBSE3), Motiva (MOTV3) e São Martinho (SMTO3) também apresentariam seus números ao mercado.
No cenário doméstico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em São Paulo ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para visitar o centro de produção de vacinas contra a dengue do Instituto Butantan. Mais tarde, participou de uma cerimônia em Mauá voltada ao anúncio de investimentos nas áreas de educação e saúde.
No exterior, cresce a percepção de que o Federal Reserve poderá iniciar um ciclo de cortes de juros até junho, expectativa sustentada pela agenda de indicadores econômicos da semana, que inclui dados de emprego, inflação e vendas no varejo. Em Wall Street, os índices futuros operaram em alta, com o Dow Jones avançando 0,12%, o Nasdaq subindo 1,09% e o S&P 500 registrando ganho de 0,64%.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o ambiente global mais propício ao risco, refletido na valorização das bolsas nos Estados Unidos, Europa e Japão, tem favorecido as moedas de países emergentes, especialmente o real. Ao fim do dia, o dólar era cotado a 5,19 reais. Já Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, acredita que a queda do dólar em relação ao real brasileiro tem um misto de movimento de apetite ao risco. “Isso favorece as bolsas globalmente, e pela decisão da China em limitar a compra de Treasuries pelos seus bancos, o que, por consequência, reduz a demanda por dólares e favorece as cotações do ouro, que sobem forte hoje”, explica.






