Ibovespa recua impulsionado por pessimismo no setor bancário
Ações dos principais bancos do país desvalorizam após liquidação de Banco Master
O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão em desvalorização de 0,30% nesta terça-feira, 18, recuando para 156,5 mil pontos. O dólar, por sua vez, também recuou e ficou cotado a 5,32 reais.
No Brasil, o setor bancário vive um momento caótico. A Polícia Federal prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na noite passada. Após a operação, o Banco Central decidiu, nesta manhã, decretar a liquidação extrajudicial da instituição, medida que encerra de imediato suas atividades e transfere a responsabilidade sobre os depósitos para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
No mercado de ações, os principais bancos do país sofrem. Os papéis do Itaú (ITUB4) desvalorizaram 0,50%, enquanto os papéis do Bradesco (BBDC3; BBDC4) apresentaram baixa de 0,91% (BBDC3) e de 1,19% (BBDC4). O Santander (SANB11) recuou 0,21% e o Banco do Brasil (BBAS3), 2,76%.
“O setor bancário é o destaque negativo hoje, fundamentalmente afetado pela liquidação do Banco Master e pelo enorme custo que esse trará aos cofres do FGC. Ele terá de ser capitalizado pelo sistema financeiro, com peso maior sobre os ombros dos grandes bancos”, afirma Bruno Perri, economista-chefe, estrategista de investimentos e sócio-fundador da Forum Investimentos.
No entanto, o que mais mexeu com os mercados hoje foram principalmente fatores globais. Os investidores aguardam com atenção os resultados da Nvidia, primeira companhia do mundo a atingir 5 trilhões de dólares em valor de mercado. Os resultados serão divulgados amanhã e devem definir o tom para as ações de tecnologia, especialmente após as recentes preocupações sobre uma possível sobrevalorização das empresas ligadas à inteligência artificial.
A tensão relacionada às big techs e ao risco de bolha financeira no mundo da inteligência artificial tornou-se ainda maior após a Comissão Europeia lançar três investigações contra os serviços de computação em nuvem da Amazon e da Microsoft. Essas ações são embasadas na Lei dos Mercados Digitais (DMA), que busca frear o poder de mercado das gigantes de tecnologia e promover uma concorrência mais justa para players menores.
Os fatos que mexem no bolso são o destaque da análise do VEJA Mercado:





