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Ibovespa recua com mercado atento a dados de emprego no Brasil e tensões no Oriente Médio

Indicadores do mercado de trabalho reforçam cautela sobre cortes de juros enquanto investidores monitoram riscos geopolíticos e buscam proteção no dólar

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 5 mar 2026, 11h23 • Atualizado em 5 mar 2026, 11h26
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    O Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira (05) em baixa, aos 182 738pontos, refletindo a reação dos investidores aos novos dados do mercado de trabalho brasileiro e à escalada das tensões no Oriente Médio.

    Mais cedo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou os números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). A taxa de desemprego ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, praticamente estável em relação ao período anterior, finalizado em outubro de 2025.

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    Segundo o levantamento, o país soma cerca de 5,9 milhões de pessoas desocupadas. No mesmo período do ano passado, o total era de 6,2 milhões. Já a população ocupada, que representa o total de trabalhadores no país, alcançou 102,7 milhões. Para a economista Claudia Moreno, do C6 Bank, os dados indicam que a autoridade monetária deve manter uma postura prudente na condução da política monetária. “Acreditamos que o Copom deve reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual na próxima reunião, para 14,75%, levando os juros a 12,5% ao fim do ano”, explicou.

    No mercado acionário, os papéis dos grandes bancos abriram o dia em queda. As ações do Banco Bradesco (BBDC4) lideravam as perdas, com recuo de 1,07%, seguidas por Banco Santander Brasil (SANB11) com -0,78%. Também operavam em baixa os papéis do Itaú Unibanco (ITUB4) com -0,42% e do Banco do Brasil (BBAS3) com -0,31%.

    Entre as varejistas, o desempenho era misto. As ações da Arezzo (AZZA3) registravam a maior alta do setor, com avanço de 0,71%, seguidas pelos papéis da Americanas (AMER3), que subiam 0,58%. Já os ativos da Riachuelo (RIAA3) caíam 0,62%, enquanto Magazine Luiza (MGLU3) recuava 0,52%.

    No câmbio, o dólar operava em 5,24 às 11h20. Em Wall Street, os principais índices acionários mostravam desempenho positivo: o Dow Jones avançava 0,49%, o Nasdaq Composite subia 1,29% e o S&P 500 registrava alta de 0,78%.

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    De acordo com João Kepler, CEO da Equity Group, crises envolvendo grandes potências ou regiões estratégicas para o fornecimento de energia tendem a aumentar a volatilidade nos mercados. “Isso faz com que os investidores reduzam as posições em renda variável e busquem proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar”, afirma.

    Bruno Yamashita, Coordenador de Alocação e Inteligência explica que o principal ponto que o mercado vai acompanhar nesta quinta, serão os desdobramentos da guerra. “Uma das principais atenções é pra como que a cadeia de suprimento de petróleo vai reagir, mas também os possíveis impactos, como, por exemplo, tentar mensurar qual que pode ser o impacto em viagens e entretenimento. Já amanhã será um dia importante para dados econômicos nos Estados Unidos com a divulgação do dado de payroll”, pontua. 

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