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Ibovespa recua após recorde histórico em meio a cautela com acordo entre EUA e China

Investidores analisam trégua comercial entre Trump e Xi Jinping e reagem a balanços mistos de grandes bancos e empresas

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 out 2025, 11h03 •
  • O Ibovespa abriu em queda nesta quinta-feira (30), marcando 147 ooo pontos, após encerrar o pregão anterior com recorde de 148 000 pontos além de atingir máxima de pontos intradiária, aos 149.038 pontos. O movimento reflete a postura mais cautelosa dos investidores diante do novo acordo firmado entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, que prevê a redução de tarifas e a retomada do fornecimento de terras raras.

    O Bradesco (BBDC4) divulgou na véspera (29) seu balanço do terceiro trimestre de 2025, com lucro líquido de 6,205 bilhões de reais, alta de 18,8% em relação ao mesmo período de 2024, mas abaixo das projeções do mercado. O retorno sobre o patrimônio (ROAE) ficou em 14,7%, levemente acima do trimestre anterior (14,6%). As ações do banco reagiram com forte queda de 4,25%, cotadas a 18,03 reais.

    Os demais grandes bancos também operavam em baixa: Santander (SANB11) recuava 0,77%, Banco do Brasil (BBAS3) caía 0,57% e Itaú (ITUB4) registrava queda de 0,53%. Entre os destaques corporativos do dia, a Ambev (ABEV3) apresentou lucro líquido de 4,86 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de 36,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Após o fechamento do mercado, estão previstos os balanços de Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Marcopolo (POMO4), Multiplan (MULT3) e Telefônica (VIVT3).

    Cenário internacional

    O dólar comercial subia a 5,38 reais por volta das 11h. Segundo João Duarte, sócio da ONE, o avanço reflete o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell. “Powell sinalizou que novas reduções de juros não são garantidas, o que acabou devolvendo força ao dólar globalmente”, explica.

    Após uma reunião de quase duas horas, Trump e Xi Jinping anunciaram um entendimento que inclui a redução de tarifas sobre produtos chineses, a retomada das compras de soja pelos Estados Unidos e o compromisso de Pequim em conter o tráfico de fentanil. Em nota, o Ministério do Comércio da China informou que suspenderá, por um ano, parte das medidas de retaliação.

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    Apesar do tom conciliador, o mercado internacional reagiu com prudência, temendo que a trégua seja temporária, como em negociações anteriores que acabaram frustradas. O sentimento foi reforçado pelos resultados abaixo do esperado de Microsoft e Meta, que caíram no pré-mercado. Para Bruno Yamashita, analista de Alocação e Inteligência da Avenue, o ceticismo reflete a fase de questionamento sobre o real potencial da inteligência artificial. “As big techs seguem lucrativas e eficientes, mas o mercado começa a testar a sustentabilidade desse ciclo de crescimento em torno da IA”, avalia.

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