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Ibovespa opera em queda afetado por crise na Grécia

Aproximação do calote da Grécia ao FMI afetou as maiores bolsas do mundo, que operam em queda na manhã desta segunda-feira

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, abriu em queda nesta segunda-feira acompanhando os mercados internacionais que estão apreensivos com a aproximação do calote da Grécia e o aprofundamento da crise econômica no país. Em torno do meio dia, o índice caía a 1,13%, a 53.404 pontos.

Além do cenário externo, a oscilação da bolsa também foi afetada pela divulgação sobre a redução de 37% no plano de investimentos da Petrobras, confirmado pela estatal nesta manhã. A companhia informou que planeja investir 130,3 bilhões de dólares entre os anos de 2015 e 2019. As ações da estatal passaram a maior parte da manhã subindo, mas depois das 12 horas começaram a cair. Por volta do meio dia, os papéis ordinários (que dão direito a voto) caíam a 0,40%, e os preferenciais (sem direito a voto) recuavam 0,50%.

No mesmo horário, as bolsas europeias operavam em baixa com quedas entre 1% e 4%, influenciadas principalmente pelas incertezas quanto aos rumos da Grécia. A bolsa de Paris (CAC 40) registrava baixa de 2,99% e a do Reino Unido, de 1,38%. Nos Estados Unidos, a Nasdaq oscilava 1,22% em trajetória negativa.

Já as bolsas asiáticas encerraram o pregão desta segunda com fortes perdas e os mercados na China voltaram para território baixista, apesar de Pequim ter anunciado um novo corte de juros. A Bolsa de Xangai, a principal da China, fechou em baixa de 3,34%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 2,61%, a 25.966 pontos. No mercado taiwanês, o Taiex recuou 2,4%, enquanto em Seul, o índice sul-coreano Kospi perdeu 1,42%.

Na Oceania, a bolsa australiana também foi fortemente afetada pelas preocupações com a Grécia. O S&P/ASX 200, que reúne as ações mais negociadas em Sydney, caiu 2,2%, a 5.422,50 pontos

A Grécia tem até amanhã para pagar uma dívida de quase 1,6 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e o pagamento é necessário para que o governo consiga mais ajuda financeira. A nova ajuda, no entanto, só virá se o país concordar com reformas econômicas propostas pelos credores, que incluem cortes no orçamento do governo e mudanças no sistema previdenciário. Se não houver acordo, a Grécia pode ter de deixar a zona do euro.

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(Da redação)