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Ibovespa nada contra maré para defender 140 mil pontos

Indicador renovou o recorde nominal na terça-feira e tenta manter a alta mesmo com os mercados internacionais não tão bem humorados

Por Tássia Kastner 21 Maio 2025, 08h09 •
  • Parece pouco óbvio, mas o problema dos dias de agenda fraca é que investidores têm mais tempo para processar o turbilhão recente de notícias. E isso pode levar os mercados ao sinal negativo, exatamente como o cenário se desenha para esta quarta-feira.

    Os futuros americanos amanhecem em baixa, acompanhados de quedas também na Europa. Se a tendência se confirmar no pregão regular, será o segundo dia seguido de perdas para o S&P 500, revertendo seis pregões de alta.

    Por mais que o noticiário dê a impressão de calmaria, o fato é que a tensão segue elevada nos mercados financeiros. Investidores agora lidam com a ameaça de uma escalada nos problemas fiscais nos Estados Unidos, com a proposta do governo de Donald Trump de corte de impostos sem a devida compensação. Isso deve significar uma queda na arrecadação justamente no momento em que a economia dá sinais de enfraquecimento – em parte pela guerra comercial do presidente americano.

    Mesmo o fantasma da inflação causada pela disputa global do americano não parece dissipado. Dirigentes do Fed usaram suas falas públicas na terça-feira para avisar que ainda esperam choques sobre os preços provocados pelas tarifas.

    Um dos sinais de que os riscos não foram completamente dissipados vem do Reino Unido. O país divulgou que, por lá, os preços saltaram para 3,5% em doze meses até abril, ante os 2,6% registrados em março. O número veio acima das expectativas do mercado, que falava em 3,3% de inflação. A taxa de abril é a maior desde janeiro do ano passado.

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    Para complicar as previsões, os preços do petróleo seguem com volatilidade elevada. Após os EUA ventilarem a possibilidade de retirar o embargo sobre o Irã, o que reduziu a cotação da commodity, agora a possibilidade de Israel atacar a Síria volta afetar as apostas sobre a oferta do produto, elevando o valor do barril.

    Nesse cenário incerto, o Ibovespa tenta defender o recorde de 140 mil pontos. O EWZ, fundo negociado em Nova York e que costuma apontar a direção da abertura, opera perto da estabilidade, em queda de 0,04%. Resta saber se a Faria Lima conseguirá nadar contra a maré de Nova York.

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    11h30: EUA divulgam estoques de petróleo do DoE
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    14h30: BC publica fluxo cambial semanal 
    18h: Nilton David (BC) palestra em seminário da FGV

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