Ibovespa cai com temor global sobre impactos econômicos da guerra no Irã
Por volta das 11h40, o Ibovespa caía 0,18%, a 188.441 pontos
O Ibovespa opera em queda nesta segunda-feira, 2, com o temor global da guerra no Oriente Médio. O início do conflito bélico dos Estados Unidos e Israel contra o Irã gera incertezas de grandes proporções no mercado financeiro, um dos maiores receios é da retomada de uma inflação global puxada pela alta disparada do petróleo em caso de piora do conflito com o fechamento total do estreito de Ormuz.
Por volta das 11h40, o Ibovespa caía 0,18%, a 188.441 pontos. O dólar subia 1,36%, a 5,20 reais. Investidores globais estão desfazendo posições de ativos de riscos em meio aos receios da piora da guerra. O conflito começou no último sábado, 28, quando Estados Unidos e Israel fizeram ataques contra o Irã e assassinaram o líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Em reposta, o Irã atacou bases americanas.
Na Bolsa de Londres, o petróleo Brent dispara 7,29%, a 78,18 dólares. Até a noite de domingo, três navios haviam sido danificados ao tentar cruzar o estreito, e um marinheiro morreu. Ao todo, cerca de 200 embarcações aguardam definição e permanecem ancoradas na região. Em resposta, a OPEP anunciou que aumentará a produção em 206 mil barris por dia a partir de abril de 2026.
Analistas consultados por Veja estimam que o petróleo pode chegar a 120 dólares por barril no pior dos cenários, mas reforçam que a comodity não teria fôlego para se manter nessa patamar por muito tempo devido aos fatores macroeconômicos, como a economia global em desaceleração e os juros elevados em relação ao último período em que o petróleo atingiu esse patamar, quando estourou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Diante desse cenário, as ações da Petrobras disparavam 4,2%, a 40,98 reais. Os papéis da PRIO saltavam 5%, a 57,20 reais.
Do outro lado, empresas com operações ligadas à juros recuavam no pregão, como o Magazine Luiza, que recuava 4%, a 8,98 reais. O temor do mercado é que com a alta do petróleo ocorra uma retomada da inflação por meio de preços de combustíveis. Isso pode causar uma inflação mais acelerada e frear a redução de juros. Em suma, o mercado segue cautelo com os possíveis impactos da guerra no Brasil.






