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Ibovespa avança de olho em ata do Fed, banco central americano

Documento aumenta expectativas para novo corte de juros nos EUA neste mês

Por Leticia Yamakami Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 out 2025, 17h16 • Atualizado em 8 out 2025, 17h16
  • O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão em valorização de 0,56% nesta quarta-feira, 8, avançando para os 142,1 mil pontos. Trata-se de um cenário mais positivo em relação ao da véspera, quando caiu para os 141 mil pontos, o menor patamar em um mês. O dólar, por sua vez, recuou e ficou cotado a 5,34 reais.

    No mercado de ações, a Desktop (DESK3) liderou as altas do dia, com avanço de 9,6% às 17h, enquanto a Infracommerce (IFCM3) teve a maior baixa, com retração de 13,33%. Já os principais bancos do país oscilaram. Os papéis do Itaú (ITUB4) encerraram praticamente no zero-a-zero, enquanto os papéis do Bradesco (BBDC3; BBDC4) apresentaram alta de 1,33% (BBDC3) e de 1,85% (BBDC4). O Santander (SANB11) recuou 0,43% e o Banco do Brasil (BBAS3) teve desvalorização de 0,52%.

    No exterior, o dia foi marcado pela divulgação da ata do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, referente à última reunião, em que foi decretado um corte de juros de 0,25 ponto percentual no país. Segundo o documento, os dirigentes julgaram que os riscos de alta para a inflação permanecem elevados e que os riscos de queda para o emprego estão altos e aumentaram. Com isso, a leitura de especialistas é a de que um outro corte de juros pode acontecer neste mês. A ata chega em um momento em que os EUA estão sob um apagão de dados, causado pelo shutdown do governo.

    No cenário doméstico, os negócios operaram de olho na votação da medida provisória que eleva o IOF no país. O governo atua em ritmo acelerado para garantir a aprovação, já que a MP perde validade ao fim do dia caso não seja votada pelos plenários da Câmara e do Senado. Para Ian Lopes, economista da Valor Investimentos, o governo provavelmente terá uma derrota, o que o mercado vê com bons olhos devido à afetação da medida às operações de crédito e câmbio.

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