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Ibovespa atinge 145 mil pontos na abertura com forte alta de aéreas e bancos

Gol e Azul sobem na abertura após desistência de fusão entre as companhias

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 set 2025, 11h37 • Atualizado em 26 set 2025, 11h45
  • O Ibovespa iniciou a manhã desta sexta-feira (26) em alta, atingindo o patamar de 145 mil pontos e sinalizando um pregão positivo. O movimento foi impulsionado, em parte, pelo desempenho expressivo das ações das companhias aéreas, que “decolaram” após o anúncio da desistência da fusão entre Gol (GOLL4) e Azul (AZUL4). Os papéis das duas empresas registraram ganhos significativos: +6,90% no caso da Gol e +8,57% para a Azul. A decisão de encerrar as negociações partiu da Gol, que em comunicado à imprensa afirmou não haver avanços concretos nas tratativas, colocando fim às especulações de mercado que vinham movimentando o setor nos últimos meses.

    Além das aéreas, o setor financeiro também apresentou resultados positivos nesta manhã, com todos os grandes bancos operando em alta: Banco do Brasil (BBAS3) avançava 0,55%; Bradesco (BBDC4), 0,46%; Itaú (ITUB4), 0,52%; e Santander (SANB11), 0,56%.

    Outro destaque do dia veio da Petrobras, que afirmou estar próxima de obter a licença para iniciar atividades na Foz do Amazonas. A estatal informou que falta apenas revisar e reapresentar planos solicitados pelo Ibama para conseguir a autorização necessária à perfuração de um poço exploratório na região. Segundo comunicado à Reuters, a empresa ressaltou que, após a entrega da documentação revisada, deverá atender também à exigência de realizar um novo simulado, conforme já sinalizado pelo órgão ambiental. A notícia repercutiu no mercado e impulsionou o setor petroquímico, que abriu em alta de 0,56%, com as ações da Petrobras (PETR4) subindo 0,99%.

    Economia americana

    No cenário internacional, investidores em Wall Street receberam com alívio o relatório de inflação PCE (gastos com consumo pessoal), divulgado em linha com as expectativas. O índice, preferido pelo Federal Reserve (Fed) como parâmetro de política monetária, segue acima da meta de 2%, mas trouxe sinais de estabilidade que reforçam a perspectiva de continuidade no ciclo de cortes de juros. De acordo com Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, os dados de agosto mostraram um avanço mensal de 0,3%, levando a taxa anual da inflação geral para 2,7%. Já o núcleo, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, manteve-se em 2,9% ao ano, praticamente estável em relação ao mês anterior.

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    Para Igliori, o resultado não trouxe grandes surpresas e reforça a expectativa de que o Fed seguirá atento ao mercado de trabalho, mas com espaço para avançar em sua trajetória de afrouxamento monetário. Ele ainda destacou que o impacto das tarifas impostas pelo governo Trump tende a ser pontual, provocando choques temporários nos preços, sem alterar a tendência de médio prazo da inflação. Ainda assim, o Federal Reserve deve manter uma postura cautelosa, calibrando suas decisões para equilibrar crescimento econômico e controle inflacionário.

     

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