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Haddad diz que déficit primário do governo em 2024 ficou em 0,1% do PIB

Resultado estimado está dentro do limite de tolerância da meta, que é de 0,25%. Com gastos para reconstruir o RS, percentual subiria para 0,37%

Por Da redação 7 jan 2025, 14h42 • Atualizado em 7 jan 2025, 17h50
  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse em entrevista à GloboNews que a previsão da pasta é de que as contas do governo tenham fechado 2024 com déficit primário de 0,1% do produto interno bruto (PIB), sem levar em conta os gastos extraordinários para a recuperação do estado do Rio Grande do Sul. 

    Se confirmado, esse percentual estará abaixo do limite de tolerância de 0,25% do PIB estabelecido para o resultado pela lei que criou o marco fiscal. O déficit primário é o cálculo do rombo nas contas públicas que não considera os gastos com juros da dívida federal.

    Para 2024, o Congresso Nacional autorizou que ficassem fora das contas os gastos do governo Lula com as obras e ações para reconstrução do Rio Grande do Sul, atingido por enchentes. Levando em consideração essas despesas, o déficit ficaria em 0,37%. “A segunda casa depois da vírgula pode variar em virtude de o PIB  ser maior ou menor”, disse. 

    O avanço da economia em 2024 deve ficar em 3,6% segundo as estimativas do Ministério da Fazenda e hoje as projeções feitas pelo mercado financeiro são de 3,4%. Para 2025, a Fazenda prevê um crescimento de 2,5% do PIB.

    O ministro disse que é preciso recuperar o passado para projetar o futuro e que o Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu o esforço fiscal brasileiro como “ um dos maiores do mundo”.

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    Haddad disse que o estudo de medidas de contenção de gastos é contínuo, mas não disse que o governo prepara um novo conjunto de medidas de ajuste fiscal. “Não quero passar a ideia de que vai ter pacote 2, pacote 3”, afirmou. Segundo o ministro da Fazenda, que suspendeu suas férias e retornou mais cedo do que o previsto ao trabalho, em meio aos desafios fiscais do governo, a prioridade é o Orçamento.

    “Nós primeiro temos que adequar o Orçamento às medidas já aprovadas, que garantem flexibilidade na execução que não tivemos nos últimos dois anos.” Segundo o ministro, quando o novo arcabouço fiscal for implementado, a dívida irá estabilizar e depois vai cair. 

    Sobre a previsão de crescimento do endividamento público, Haddad ressaltou que, quando o novo arcabouço fiscal for implementado,  as regras vão levar a dívida para a estabilidade e depois ela vai cair. Ele disse ainda que governo afastou a ideia de fixar uma meta para a dívida. O ministro também afirmou que a “área econômica não vai sossegar enquanto não endereçar e resolver o problema fiscal”.

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