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Grupo de credores da Oi quer barrar ‘manobra’ do conselho

A companhia informou no sábado que seu conselho aprovou uma nova versão do plano de apoio de recuperação judicial

Por Estadão Conteúdo 5 nov 2017, 17h47

O maior grupo de detentores de títulos internacionais da Oi – representado por Moelis, G5 e FTI Consulting – conclamou por meio de comunicado todas as partes envolvidas na recuperação judicial da tele brasileira a agirem para desfazer o que classificou de “manobra claramente ilegal” do conselho de administração, dando prosseguimento aos esforços para a aprovação de um plano que possa reunir o apoio de todos os interessados.

  • Na manhã deste sábado, a companhia informou que seu conselho aprovou uma nova versão do plano de apoio de recuperação judicial (Plan Support Agreement – “PSA”). Formado em sua maioria por nomes ligados ao empresário Nelson Tanure, segundo maior acionista da Oi, o órgão também rejeitou uma proposta alternativa de recuperação para a operadora enviada pela Moelis, o G5 e a FTI.

    Na sexta-feira, o conselho dominado por Tanure aprovara a nomeação de Hélio Costa e João Vicente Ribeiro como diretores estatutários da companhia. Com isso, conseguiu o apoio da diretoria da empresa para aprovar o contrato de apoio ao plano de recuperação judicial. Até então a diretoria da Oi vinha se opondo aos termos do acordo.

    O comunicado dos representantes dos bondholders detentores de 32 bilhões de reais da dívida da Oi diz ainda que as ações do conselho da empresa constituem uma inaceitável violação dos padrões de governança corporativa. “Essas ações foram claramente adotadas na tentativa de fazer a companhia refém e forçar a aceitação de um plano cujo único objetivo é defender os interesses dos atuais acionistas minoritários controladores em detrimento de todos os demais agentes envolvidos e da própria companhia”, afirma o texto.

    O empresário Nelson Tanure tem uma participação de 5,28% na Oi, por meio do fundo Societé Mondiale, mas tem uma enorme influência sobre os rumos da companhia por ser apoiado também pela Pharol (antiga Portugal Telecom), segundo fontes. A portuguesa é a maior acionista da operadora, com 22,24% de seu capital total.

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