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Governo recua de alta no imposto em itens de tecnologia

Camex cancela alta do imposto sobre 15 itens de informática, como smartphones e notebooks após forte pressão

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 fev 2026, 17h24 • Atualizado em 27 fev 2026, 17h27
  • O governo brasileiro testou os limites de sua política tarifária, e recuou. Após forte pressão de associações empresariais e críticas de setores industriais, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu cancelar o aumento do imposto de importação sobre 15 itens de informática e telecomunicações, incluindo smartphones, notebooks, placas-mãe, roteadores, mouses, memórias e CPUs.

    O movimento representa uma reversão parcial do pacote aprovado no fim de janeiro, que havia elevado as tarifas de mais de mil produtos. A medida rapidamente foi percebida pelo mercado como um esforço adicional de arrecadação em meio às dificuldades fiscais. No fim de 2025, o governo estimava levantar cerca de R$ 14 bilhões com a alta do imposto de importação.

    Entidades do setor de tecnologia e máquinas argumentaram que o aumento de tarifas sobre componentes e equipamentos estratégicos encareceria investimentos, pressionaria cadeias produtivas e poderia afetar a inflação. Em um ambiente de crescimento moderado e sensibilidade a preços, o custo político da medida superou seu potencial benefício fiscal.

    Diante do desgaste, o governo optou por recalibrar. Além de manter as alíquotas para os 15 itens mais sensíveis, a Camex aprovou a concessão de ex-tarifários e zerou, por 120 dias, a tarifa de importação de 105 bens de capital, informática e telecomunicações.

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