Governo quer ‘reprivatizar’ a Vale, diz secretário de desestatização
Salim Mattar disse que o governo deve diminuir a participação em fundos de pensão da companhia
O secretário de desestatização e desburocratização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou nesta quarta-feira, 13, que o governo planeja “reprivatizar” a Vale. A gestão do presidente Jair Bolsonaro pretende reduzir a participação acionária do governo em fundos de pensão de estatais e do BNDESPar na mineradora.
“Você lembra que a Vale foi privatizada há uns anos atrás, né? Não, não foi. A Vale é uma estatal… Os fundos de pensão, patrocinados pelo Estado, detêm o controle da Vale, a Vale não foi privatizada. E nós estamos aqui para poder privatizar a Vale, reprivatizar a Vale”, disse o secretário em entrevista após participar de um evento em Brasília.
A Vale já está colocando em prática, desde 2017, um plano para pulverizar o bloco de controle atual da companhia, que está previsto para ser finalizado até novembro de 2020. A medida tem como foco aprimorar a governança e afastar a possibilidade de interferências do governo federal.
O secretário explicou que essa redução da presença dos fundos não se daria agora, porque o valor de mercado da companhia caiu em razão do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) que vitimou mais de 300 pessoas entre mortos e desaparecidos.
Déficit
Mattar afirma que as estatais deficitárias custam ao governo 15 bilhões por ano e que este gasto não pode continuar. Ele diz que governar é fazer escolhas, no caso deste governo, a escolha será a privatização. O secretário chamou os governos anteriores de “muito estatistas”, e reafirmou que o Estado brasileiro não pode competir com a iniciativa privada.
“Então o que estamos dizendo é o seguinte: esse governo veio para desestatizar, então é natural que num período de tempo essas ações sejam vendidas…Tem que descobrir o momento correto para se desfazer dessa carteira e aplicar esse dinheiro naquilo que é melhor, educação, saúde e segurança”, afirmou.
Durante o evento, o secretário reafirmou que o governo não vai privatizar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, mas destacou que elas devem ficar mais enxutas após vendas de subsidiárias.
Mattar destacou ainda que a meta para 2019 é a venda de 20 bilhões de dólares em ativos da União, conforme já havia afirmado o ministro da Economia, Paulo Guedes, mês passado em Davos, na Suíça.
(Com Reuters)
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