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Governo federal arrecada R$ 2,9 trilhões em 2025 e bate recorde

A receita cresceu 3,65% acima da inflação no último ano

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 jan 2026, 11h41 • Atualizado em 22 jan 2026, 11h47
  • O governo federal apresentou uma arrecadação recorde em 2025, com alta de 3,65% em relação ao ano anterior, já descontada a inflação. A receita somou 2,9 trilhões de reais no acumulado do ano, o maior resultado desde o início da série histórica, de 1995. Os dados foram divulgados pela Receita Federal nesta quinta-feira, 22.

    A arrecadação federal tem crescido em todos os anos desde 2021. No ano anterior, quando a pandemia da Covid-19 eclodiu, a receita do governo caiu 3,75% em relação a 2019. Foi o único ano da série histórica em que houve uma retração da receita.

    No mês de dezembro, o montante arrecadado foi de 292,7 bilhões de reais, representando um aumento de 7,46% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Trata-se do maior resultado para dezembro já registrado.

    A Receita Federal diz que a alta significativa na arrecadação federal foi impulsionada principalmente pelo crescimento econômico do país. Analistas do mercado avaliam, contudo, que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu em algo próximo de 2,25% em 2025, portanto em velocidade inferior ao crescimento da receita.

    O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou o aumento da receita uma das prioridades da sua equipa econômica, a fim de equilibrar as contas públicas pelo lado da arrecadação.

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    Entre as diversas medidas patrocinadas pelo Ministério da Fazenda para turbinar os cofres públicos estão o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), inicialmente anunciado em maio de 2025. O aumento da tributação resultou em 14,7 bilhões de reais extras provenientes do IOF em relação ao ano anterior. No total, a arrecadação com o IOF foi de 86,5 bilhões de reais, de modo que a elevação anual ficou em 20,5%.

    Outros tributos federais também apresentaram aumentos de arrecadação acima da inflação no último ano. A receita originada do PIS/Pasep e Cofins teve um crescimento real de 3,03% no período, enquanto a arrecadação de tributos incidentes sobre o comércio exterior apresentou alta real de 9,49%. Já o montante resultante de contribuições previdenciárias teve crescimento real de 3,27%.

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