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Governo ainda avalia aproveitar reforma da Previdência de Temer

Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, a aprovação do texto daria um sinal positivo para o mercado

Por Da redação - 2 jan 2019, 14h46

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, afirmou nesta quarta-feira, 2, que o governo do presidente Jair Bolsonaro ainda considera tentar aprovar parte da reforma da Previdência enviada ao Congresso pelo ex-presidente Michel Temer.

“A reforma da Previdência do governo Temer é um avanço e seria um sinal positivo para o mercado”, disse o ministro a repórteres após cerimônia de transmissão de cargo no Palácio do Planalto. “É uma boa estratégia e ganharíamos tempo aprovando parte do texto da reforma que já está lá.”

O texto de Temer prevê, entre outros pontos, a fixação de idade mínima para a aposentadoria. Homens teriam direito ao benefício a partir dos 65 anos e mulheres aos 62.

As mudanças na Previdência Social são consideradas prioridades no governo Bolsonaro. De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o ministro da economia, Paulo Guedes, já tem preparada uma medida provisória alterando algumas regras da Previdência Social. A revisão das regras traria economia de 50 bilhões de reais aos cofres públicos.

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Na véspera, Bebianno defendeu que o governo trabalhe a reforma da Previdência de forma fatiada, mas admitiu que é apenas uma hipótese e “não há martelo batido”. Já o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, defendeu que a reforma seja enviada como um só pacote.

Segundo o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ainda não há uma decisão e o tema será tratado em uma reunião com Bolsonaro.

(Com Reuters)

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