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Sob pressão de OpenAI e Anthropic, Google atrasa lançamento do Gemini 3.5

Nova geração do principal modelo de inteligência artificial da empresa ficou meses atrás do cronograma

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 16h50 | Atualizado em 16 jul 2026, 16h56
Sob pressão de OpenAI e Anthropic, Google atrasa lançamento do Gemini 3.5 Priorizar nos meus resultados Google
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O Google enfrenta um novo revés na disputa pela liderança da inteligência artificial.

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A empresa adiou por vários meses o lançamento do Gemini 3.5 Pro, versão mais avançada de seu principal modelo de IA.

Isso porque tenta aprimorar seu desempenho, sobretudo em tarefas de programação, hoje consideradas um dos principais campos de competição entre os grandes laboratórios do setor.

O atraso, segundo a imprensa americana, vem provocando insatisfação entre engenheiros, pesquisadores e executivos da companhia.

Teme-se que o Google esteja perdendo terreno para rivais como OpenAI e Anthropic, cujos modelos vêm estabelecendo novos padrões de desempenho em testes independentes e aplicações corporativas.

Google busca recuperar competitividade

O Gemini é a principal aposta do Google para enfrentar o avanço dos concorrentes no mercado de inteligência artificial generativa.

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Desde o lançamento do ChatGPT, em 2022, a empresa acelerou investimentos na tecnologia e passou a integrar seus modelos de IA a praticamente todo o ecossistema de produtos, incluindo o mecanismo de busca, Gmail, Android, Google Maps, Workspace e YouTube.

Apesar dos avanços, avaliações públicas e benchmarks recentes colocaram modelos como o Claude, da Anthropic, e o GPT, da OpenAI, à frente do Gemini em diversas categorias, especialmente em programação, raciocínio complexo e execução de tarefas com múltiplas etapas.

Esse cenário aumentou a pressão interna para que o Gemini 3.5 chegasse ao mercado com melhorias substanciais.

Programação virou prioridade na disputa pela IA

Uma das principais metas do Google é tornar o Gemini significativamente mais eficiente na geração e revisão de código.

A programação se tornou uma das aplicações mais valorizadas da inteligência artificial.

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Ferramentas capazes de escrever, corrigir e otimizar software passaram a ser adotadas em larga escala por empresas e desenvolvedores, impulsionando uma corrida entre os principais laboratórios de IA.

Hoje, modelos como Claude e GPT lideram rankings especializados de desempenho em tarefas de desenvolvimento de software, segmento considerado estratégico para conquistar clientes corporativos.

Atualização dos dados também atrasou lançamento

Segundo a Bloomberg, parte do atraso ocorreu porque o Google decidiu atualizar a base de dados utilizada no treinamento do Gemini 3.5.

A empresa busca incorporar informações mais recentes e ampliar a capacidade do modelo de compreender contextos complexos, reduzindo erros e aumentando a precisão das respostas.

Além dos desafios técnicos, o processo de lançamento envolve diversas equipes responsáveis por segurança, testes, integração de produtos e avaliação de riscos.

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Como o Gemini será incorporado a serviços utilizados por bilhões de pessoas, qualquer nova versão passa por uma extensa etapa de validação antes da liberação pública.

Pressão cresce após avanço de OpenAI e Anthropic

O adiamento ocorre em um momento em que a concorrência se intensifica.

Nas últimas semanas, a Anthropic ganhou destaque ao atingir uma avaliação de mercado próxima de US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,1 trilhões) no mercado secundário antes de sua abertura de capital, impulsionada pela forte demanda por seus modelos Claude.

A OpenAI, por sua vez, lançou recentemente uma nova geração de modelos que ampliou sua presença no mercado corporativo e reacendeu o interesse dos investidores.

Com isso, cresce a percepção de que o Google, apesar de continuar sendo um dos maiores investidores em inteligência artificial do mundo, já não ocupa sozinho a posição de referência tecnológica que manteve durante boa parte da última década.

Segurança também influencia cronograma

Segundo pessoas ouvidas pela Bloomberg, o Google também mantém conversas frequentes com autoridades do governo americano sobre padrões de segurança para modelos avançados de inteligência artificial.

A empresa tem reforçado procedimentos internos de avaliação antes do lançamento de novas versões, especialmente após o aumento da preocupação global com riscos associados à IA generativa, como desinformação, vulnerabilidades de segurança e uso malicioso da tecnologia.

Embora esses protocolos tornem os lançamentos mais demorados, executivos avaliam que eles são essenciais para reduzir riscos regulatórios e preservar a confiança dos usuários.

Corrida pela liderança segue aberta

Mesmo com o atraso, analistas consideram que o Google permanece entre os poucos grupos capazes de disputar a liderança da inteligência artificial em escala global.

A companhia dispõe de infraestrutura computacional própria, acesso a enormes volumes de dados, bilhões de usuários e um dos maiores orçamentos de pesquisa em IA do mundo.

O adiamento do Gemini 3.5, porém, evidencia que a corrida pela inteligência artificial se tornou mais acirrada do que nunca.

Pela primeira vez em muitos anos, o Google deixou de ditar sozinho o ritmo da inovação e passou a disputar espaço em um mercado onde OpenAI e Anthropic vêm ganhando protagonismo rapidamente.

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