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G8: Crise do euro ainda é risco para economia mundial

Finanças públicas da Europa, do Japão e dos Estados Unidos foi foco de debates nesta tarde, em Deauville

O grupo dos países membros do G8 pressionou a Grécia, nesta quinta-feira, para que o país se recupere mais rápido de sua crise fiscal. O argumento utilizado pelos líderes é o de que as dívidas de alguns países europeus (leia-se Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha) estaria prejudicando a recuperação da economia mundial.

Um diplomata europeu presente no evento afirmou à Reuters que a delegação americana, liderada pelo presidente Barack Obama, estaria preocupada com a fraqueza do euro – já que a moeda foi duramente afetada pela crise das dívidas dos países periférios e pode prejudicar as exportações americanas.

A fonte também afirmou que os membros europeus do G8, especificamente Alemanha, França, Grã Bretanha e Itália emitirão um comunicado que deverá expor os esforços dos países para conter a crise do euro. No entanto, o documento também questionará os Estados Unidos e o Japão sobre a sustentabilidade de suas finanças públicas, que também passam por dificuldades. Os Estados Unidos atingiu o limite de seu endividamento público e terá de aumentar o teto da dívida para conseguir segurar sua economia. Já o Japão, que por tradição tem um déficit público grande, ficou em situação ainda mais delicada após os terremotos e o tsunami que varreram o norte do país em fevereiro deste ano.

A preocupação com a economia mundial veio à tona durante as discussões sobre as medidas que poderiam ser tomadas para auxiliar os países árabes que passaram por conflitos recentes, como Egito e Tunísia.

O caso específico da Grécia foi mencionado diversas vezes ao longo do encontro. Segundo Tetsuro Fukuyama, secretário de Relações Exteriores do Japão, o grupo de países havia chegado à conclusão de que Atenas deve fazer mais para melhorar suas finanças públicas e trabalhar junto ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para resolver seus problemas. “O problema fiscal da Grécia, assim como a subida do preço do petróleo e alimentos, e o superaquecimento das economias emergentes estão entre os fatores que colocam apressão sobre a economia mundial”, afirmou o secretário.