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G20 tomará medidas necessárias para estabilidade, diz comunicado

Por Da Redação - 19 jun 2012, 22h03

LOS CABOS, México, 19 Jun (Reuters) – Os países da zona do euro incluídos no grupo das principais economias do mundo (G20) tomarão todas as medidas necessárias para garantir estabilidade, melhorar o funcionamento dos mercados e quebrar o círculo vicioso entre dívida soberana e bancos, afirmou nesta terça-feira o G20 em comunicado.

O grupo espera que a zona do euro trabalhe em parceria com o próximo governo da Grécia para garantir que o país continue no caminho de reforma e sustentabilidade, informou a nota.

O G20 disse que dará suporte ao plano que considerará passos concretos para uma maior arquitetura financeira integrada, incluindo supervisão bancária, resolução e recapitalização e garantia de depósitos.

“Diante do cenário de tensões renovadas no mercado, os membros da zona do euro no G20 adotarão todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a estabilidade da área, melhorar o funcionamento dos mercados financeiros e romper o círculo vicioso entre dívida soberana e bancos”, acrescentou o comunicado.

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O documento ainda parabeniza as ações significativas adotadas na zona do euro desde a última cúpula do G20 para fomentar o crescimento, assegurar estabilidade financeira e promover responsabilidade fiscal como uma contribuição do panorama do G20 para um crescimento mais forte, sustentável e equilibrado.

“Nesse contexto, saudamos o plano da Espanha de recapitalizar seu sistema bancário e o anúncio do Eurogroup (grupo de ministros das Finanças da zona do euro) de apoio à autoridade de reestruturação financeira espanhola”, avaliou o documento.

O G20 expressou ainda apoio às ações da zona do euro em avançar para o complemento da união monetária e econômica. Para esse fim, reforça a intenção de se considerar passos concretos rumo a uma arquitetura financeira mais integrada, abrangendo supervisão bancária, resolução e recapitalização e garantia de depósitos.

“Os membros da zona do euro vão estimular ajustes na zona do euro por meio de reformas estruturais para fortalecer a competitividade em países deficitários e promover demanda e crescimento em países superavitários”, completou a declaração final da cúpula.

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