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Fusões de redes varejistas lotam a pauta do Cade

Casas Bahia e Pão de Açúcar; Ricardo Eletro e Insinuante; Magazine Luiza e Lojas Maia, além de Magazine Luiza e Baú da Felicidade, são algumas das transações que devem entrar na mira do órgão de defesa da concorrência

Por Da Redação 28 jun 2011, 17h37

O Cade terá de avaliar os impactos específicos das operações em âmbito regional

O negócio entre Carrefour e Pão de Açúcar, caso confirmado pelos conselhos de administração das duas empresas, vai se juntar a uma série de operações no setor de varejo que chega ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para julgamento. Precisam passar pela análise do órgão antitruste todas as fusões e aquisições de companhias que vendem bens duráveis como Ponto Frio e Pão de Açúcar; Casas Bahia e Pão de Açúcar; Ricardo Eletro e Insinuante; Magazine Luiza e Lojas Maia, além de Magazine Luiza e Baú da Felicidade, apenas para citar as de maior impacto.

Além da operação em si e da transformação dessas empresas do varejo em verdadeiras gigantes do comércio em âmbito nacional, o Cade terá de avaliar os impactos específicos das operações em âmbito regional. Assim como as grandes companhias estão de olho no crescimento da classe média brasileira nas diferentes regiões do país, é justamente para este ponto que o órgão antitruste deverá mirar nessas avaliações.

Os membros do Cade têm demonstrado que estão atentos às consequências dessas operações para a classe mais baixa. No relatório sobre a união entre Sadia e Perdigão (BRF Brasil Foods), por exemplo, o conselheiro Carlos Ragazzo mostrou preocupação com a possibilidade de alta dos preços de alguns produtos que seria gerada com a fusão. “A operação não envolve artigos de luxo. Trata-se de provimento de comida”, disse, acrescentando dados sobre a ascensão das classes C e D.

Assim, em vez de observar o negócio apenas sob a óptica dos efeitos em âmbito nacional, será preciso analisar o impacto de cada operação nos municípios onde estão instaladas as lojas dessas empresas varejistas. No caso de grandes cidades, como São Paulo, a exigência de análise pelo Cade poderá chegar à esfera dos bairros – isso porque o negócio implica vendas locais. Não se cruza a cidade, por exemplo, para comprar um ferro de passar roupas, como justificou um membro da autarquia no ano passado, ao constatar o número crescente de operações no setor.

(com Agência Estado)

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