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Fundo do BB aposta R$ 400 milhões para destravar o potencial brasileiro em terras raras

BB Ore Régia Minerais Críticos abre reservas até 19 de dezembro; fundo da BB Asset e JGP é exclusivo para investidores qualificados com mais de R$ 1 milhão

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 dez 2025, 10h38 •
  • Quando Donald Trump tentou comprar a Groenlândia, a piada correu o mundo. O então presidente americano parecia ter pirado de vez. Mas, por trás do folclore, havia um cálculo frio: o subsolo do território dinamarquês abriga alguns dos minerais mais disputados do planeta. São os chamados minerais críticos e as terras raras, nomes que soam a jargão acadêmico, mas movem desde carros elétricos até mísseis de longo alcance.

    Agora, esses mesmos minerais estratégicos começam a atrair o sistema financeiro brasileiro. A BB Asset, braço de investimentos do Banco do Brasil, e a gestora JGP lançaram o BB Ore Régia Minerais Críticos, um fundo que quer levantar R$ 400 milhões para investir em projetos nacionais ligados a essa nova fronteira mineral. As reservas de cotas vão até 19 de dezembro, mas só quem tem mais de R$ 1 milhão aplicado pode entrar no jogo.

    O BB Ore Régia Minerais Críticos funciona como um veículo de private equity,l. O objetivo é destravar projetos emperrados. Funciona assim: imagine um projeto de lítio com bom potencial econômico, mas parado porque não possui licença ambiental. O fundo entra comprando uma fatia, com desconto, justamente porque o risco espanta outros investidores. Em seguida, mobiliza seu time técnico, ambiental e regulatório para resolver o entrave e obter a licença. Uma vez que o projeto deixa de ser um ativo problemático e passa a ser uma operação viável, ele é revendido para uma grande mineradora por múltiplos do valor original. Essa capacidade de transformar risco em valor é o coração da estratégia, e explica por que o fundo mira um retorno tão ambicioso: IPCA + 25% ao ano.

    O prazo de vida do fundo é de 10 anos, com 4 anos de lock-up. Ou seja, quem entrar precisa aceitar que o dinheiro ficará preso por bastante tempo.

    Apesar do nome, esses minerais não são exatamente raros, mas são difíceis, caros e ambientalmente delicados de processar. A China domina esse processo e refina 70% das terras raras. O Brasil detém a segunda maior reserva conhecida de terras raras do planeta, cerca de 21 milhões de toneladas, e ampla ocorrência de lítio, grafite, nióbio e tungstênio. Mas apenas 27% do território está mapeado a fundo, o que significa que a maior parte do potencial mineral ainda está literalmente enterrada. Para um investidor paciente, isso é oportunidade.

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