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França afirma que votará contra o acordo entre o Mercosul e a União Europeia

"Acordo UE-Mercosul é um acordo de outra época, negociado por tempo demais com bases excessivamente ultrapassadas", justificou o presidente da França

Por Camila Pati Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 8 jan 2026, 15h59 • Atualizado em 8 jan 2026, 16h59
  • O presidente da França, Emmanuel Macron, disse em comunicado divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira, 8, que a França irá votar contra o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. O texto do acordo, que começou a ser negociado em 1999, será analisado na sexta-feira, 8. Durante a tarde, agricultores protestaram contra a assinatura do acordo em diversos pontos turísticos.

    “A França é favorável ao comércio internacional, mas o acordo UE-Mercosul é um acordo de outra época, negociado por tempo demais com bases excessivamente ultrapassadas”, disse o chefe de Estado para justificar a rejeição do acordo pela França.

    Embora a diversificação comercial seja necessária, o ganho econômico do acordo UE-Mercosul será limitado para o crescimento francês e europeu, disse Macron. “Isso não justifica expor cadeias agrícolas sensíveis e essenciais à nossa soberania alimentar”, disse o presidente. Segundo a Comissão Europeia, o PIB da União Europeia vai aumentar 0,05% até 2040. Somados, os PIB dos blocos – que reúnem mais 700 milhões de habitantes –  atingem 22 trilhões de dólares.  

    Macron reconheceu que há “avanços incontestáveis”, pelos quais “é preciso reconhecer o mérito da Comissão Europeia”,  mas disse que é necessário constatar  que há uma rejeição política unânime ao acordo na França como deixaram claro os debates recentes na Assembleia Nacional e no Senado.

    “Desde o anúncio do encerramento das negociações, em dezembro de 2024, não deixei de me mobilizar por um acordo mais justo, capaz de proteger nossos agricultores. Com base nisso, obtivemos avanços concretos, cujo mérito deve ser reconhecido à Comissão Europeia”, disse Macron.

    Segundo ele, a etapa da assinatura do acordo não representa o fim da história. “Continuarei a lutar pela implementação plena e concreta dos compromissos obtidos junto à Comissão Europeia e pela proteção de nossos agricultores”, disse.  Na Europa, a prioridade  da França, segundo ele é acelerar a agenda de proteção, competitividade e investimento.

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