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Mercado projeta Selic a 9% ao fim de 2024 e reduz previsão da inflação

As estimativas para o IPCA caíram de 4,49% para 4,46% em 2023, abaixo do teto da meta

Por Pedro Gil Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 26 dez 2023, 09h36 | Atualizado em 26 dez 2023, 12h15
Mercado projeta Selic a 9% ao fim de 2024 e reduz previsão da inflação Priorizar nos meus resultados Google

O mercado cortou em 0,25 ponto percentual a estimativa final para a taxa Selic em 2024, que está, agora, em 9% ao ano, segundo informações publicadas nesta terça-feira, 26, pelo Relatório Focus do Banco Central. A projeção anterior era de 9,25%.

O documento também trouxe uma forte revisão para melhor da chance de a inflação ficar abaixo do teto da meta neste ano, ao cortar as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2023 de 4,49% para 4,46%. O centro da meta do ano é de 3,25%, com limite até 4,75%.

PIB DO BRASIL

Recentemente, o Banco Central elevou sua estimativa de crescimento para a economia brasileira em 2023 de 2,9% para 3%. A nova projeção está no Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na quinta-feira, 21. Também houve revisão para 2024. No entanto, para baixo: segundo o BC, o país deve crescer de 1,7% no próximo ano. A projeção anterior, de setembro, era de 1,8%.

A projeção do BC para o crescimento do PIB se igualou às estimativas do governo federal para 2023, mas ainda é menos otimista para 2024. Em sua última estimativa, divulgada em novembro, o Ministério da Fazenda afirmou esperar um crescimento de 2,2% no ano que vem. Os economistas ouvidos pelo Boletim Focus mantiveram as projeções do crescimento da economia brasileira neste ano em 2,92%. Para 2024, as projeções do PIB passaram de 1,51% para 1,52% e as para 2025 seguem em 2%.

Dados da atividade econômica surpreenderam positivamente, com um primeiro semestre de forte crescimento. O ritmo, no entanto, caiu na segunda metade do ano — parte disso se deve ao efeito da política monetária contracionista do BC para controle da inflação. No relatório, o Banco Central afirma que a ligeira revisão para baixo em 2024 reflete recuo nas estimativas para agro e da indústria, também prevendo dados mais fracos de consumo do governo e investimentos, mas vê uma retomada do crescimento ao longo do próximo ano. “O cenário prospectivo inclui aumento do ritmo de crescimento ao longo do próximo ano, com moderação do consumo das famílias, retomada dos investimentos e manutenção de um balanço favorável nas contas externas”, disse.

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Dólar

Em relação ao dólar, as apostas para 2023 foram reduzidas de R$ 4,93 para R$ 4,90.

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