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Fim da escala 6×1: mudança profunda deve ser feita ‘com calma’

Economista ouvido pelo programa Mercado diz que a redução na jornada é esperada

Por Veruska Costa Donato 10 fev 2026, 11h57 • Atualizado em 10 fev 2026, 12h10
  • Do ponto de vista econômico, o debate do fim da escala 6×1 ganha contornos ainda mais sensíveis. O economista André Galhardo (Análise Investimentos) defende o fim da atual jornada argumentando que a realidade brasileira torna esse modelo inviável. Com infraestrutura precária e longos deslocamentos, sobra pouco tempo para descanso e vida pessoal. O trabalhador passa mais tempo indo e voltando do que, de fato, vivendo.

    Mudança sensível

    Nos bastidores do mercado, porém, cresce a avaliação de que uma mudança tão profunda precisa ser feita com calma. Em vez de um salto direto de 44 para 36 horas, ganha força a ideia de uma transição para 40 horas semanais. O objetivo é dar fôlego para que setores da economia se ajustem, recalibrem custos e reorganizem turnos sem provocar choques bruscos na produtividade ou nos preços.

    Apagão de mão de obra

    Há ainda um pano de fundo importante: o chamado apagão de mão de obra e a informalidade que beira 40% do mercado de trabalho, lembra André. A aposta de parte dos defensores da reforma é que uma jornada menor pode atrair trabalhadores subocupados, estimular a formalização e ampliar a base de emprego sem gerar, necessariamente, pressões inflacionárias excessivas. No fim das contas, a discussão vai muito além de horas trabalhadas — ela passa por qualidade de vida, eficiência econômica e pelo futuro do trabalho no Brasil.

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    Hugo Motta

    A redução da jornada de trabalho voltou com força ao centro do debate político e econômico em Brasília. Governo e Congresso Nacional trabalham para unificar propostas e tentar levar ao plenário um único texto, evitando a pulverização de ideias num tema que mexe diretamente com empresas, trabalhadores e produtividade. Não é pouca coisa: mexer na jornada é mexer no coração do mercado de trabalho.

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    PEC

    No comando da Câmara, Hugo Motta chamou atenção para duas Propostas de Emenda à Constituição que tramitam na Comissão de Constituição e Justiça, ambas prevendo a redução da carga semanal de 44 para 36 horas. Nesta semana, ele deve se reunir com o ministro e o presidente Lula para tratar do tema.

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