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Fed mantém taxa de juros nos EUA pela 4ª reunião seguida

Taxas seguem na banda entre 5,25% e 5,5% ao ano; comitê do banco central americano evitou dar sinais sobre uma possível queda dos juros

Por Larissa Quintino
Atualizado em 31 jan 2024, 17h25 - Publicado em 31 jan 2024, 16h20

O Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, decidiu manter o nível da taxa básica de juros do país. De acordo com a decisão divulgada nesta quarta-feira, a taxa ficou na banda entre 5,25% e 5,50% ao ano. Foi a quarta reunião consecutiva que a taxa ficou neste patamar.

A decisão veio em linha com o esperado pelo mercado. O monitor de juros FedWatch, do CME Group apontava até o início desta tarde que 95% do mercado apostava na manutenção da taxa, enquanto 5% ainda previam uma alta de 0,25 ponto percentual. “A atenção estará, mais uma vez, voltada para a entrevista de Jerome Powell, presidente do Fed, após esta decisão. A tendência é que ele seja cauteloso ao se expressar sobre o início da queda dos juros”, diz Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research.

No comunicado divulgado após reunião, não há pistas claras de quando o Fed poderá iniciar o ciclo de cortes de juros. Para os diretores do bc americano, os indicadores recentes sugerem que a atividade econômica se expandiu a um ritmo sólido — o PIB do último trimestre de 2023 variou 3,3%, acima dos 2% esperados. Além disso, o comitê também ressaltou que os dados de emprego, apesar de mais moderados, permanecem fortes, enquanto a taxa de desemprego permaneceu baixa. “Na minha visão, o comunicado do FED veio ainda bem conservador, mas tivemos duas alterações importantes no comunicado, uma mais positiva e outra negativa. A positiva foi que retirou o trecho sobre possível aperto monetário adicional. E a negativa foi que mudou a parte que falava sobre a economia desacelerar para a “economia expandir em ritmo sólido”, diz Marcelo Oliveira, co-fundador da Quantzed

A inflação, que desacelerou ao longo do ano passado, permanece acima da meta de 2%. Segundo o comunicado, o Comitê não espera que seja apropriado reduzir o intervalo da meta até que tenha ganhado maior confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para a banda dos 2%. As perspectivas econômicas são incertas e o Comitê permanece muito atento aos riscos de inflação.” Segundo o economista-chefe da Suno, a expectativa é que, caso não haja choques que pressionem a inflação, os preços comecem a desacelerar ao longo dos próximos meses, com uma inflação se aproximando da meta no terceiro trimestre deste ano. “Esse cenário seria um gatilho para o início de corte na taxa de juros entre maio e junho deste ano”, completa SUng.

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