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Faturamento industrial tem terceira queda consecutiva registrando 2,7% em outubro

Emprego industrial recuou 0,3% em outubro com o setor registrando aumento de 1,9% nos postos de trabalho

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 dez 2025, 10h01 • Atualizado em 9 dez 2025, 10h34
  • A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta terça-feira, 9, novos números que mostram um enfraquecimento contínuo da atividade industrial. O faturamento do setor recuou 2,7% em outubro, marcando o terceiro mês consecutivo de queda. A sequência negativa acabou anulando parte do dinamismo observado no início do ano: até julho, a indústria acumulava alta de 4,6% em relação a 2024, mas esse avanço diminuiu para apenas 1,2% quando se consideram os dez primeiros meses de 2025.

    De acordo com Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, o desaquecimento já vinha sendo sentido há alguns meses. “A indústria percebe uma queda mais forte na demanda por seus produtos, e essa retração naturalmente aparece nos resultados de faturamento”, afirma.

    Os dados do mercado de trabalho também acompanharam o ritmo mais fraco. O emprego industrial recuou 0,3% em outubro. Apesar da queda pontual, o setor ainda registra aumento de 1,9% nos postos de trabalho no acumulado de janeiro a outubro frente ao mesmo período de 2024. A massa salarial, porém, seguiu em declínio: caiu 0,5% em outubro, resultando em uma redução acumulada de 2,4% neste ano. O rendimento médio dos trabalhadores também teve retração de 0,3%, elevando a perda total para 4,2% na comparação com 2024.

    Na direção oposta, alguns indicadores de atividade mostraram ligeira melhora. O número de horas trabalhadas cresceu 0,4% em outubro, somando a segunda alta consecutiva e acumulando aumento de 1,1% nos dez primeiros meses do ano. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também avançou marginalmente, de 78,3% para 78,4%. Ainda assim, a média de utilização do parque fabril segue abaixo da registrada no mesmo período de 2024, 0,9 ponto percentual menor, refletindo um ritmo produtivo mais moderado.

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