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Falta de gás não prejudica abastecimento de energia

Por Karla Mendes

Brasília – Mesmo que as termoelétricas à gás fiquem de fora do leilão que o governo promoverá em dezembro, o atendimento da demanda por eletricidade no País não ficará comprometido. Segundo avaliação do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o estoque de energia das usinas já em operação é suficiente para atender o mercado. “Tem estoque de térmicas de leilões passados que dá uma tranquilidade”, disse ele hoje.

Tolmasquim deixou claro que gostaria de contar com térmicas no leilão marcado para o próximo dia 20, mas ponderou que a falta delas “não será fatal”. As usinas termoelétricas funcionam como uma espécie de backup da matriz energética brasileira, que é predominantemente de fonte hídrica.

Em época de baixo volume de chuvas, o governo pode acionar as usinas térmicas para manter o nível dos reservatórios e atender o mercado consumidor.

Na semana passada, a Petrobras afirmou que não vai fornecer gás natural para as termoelétricas que se cadastraram no leilão de energia de dezembro, nem no que ocorrerá em março do ano que vem. Sem a garantia de fornecimento, nenhuma termoelétrica pode participar da disputa, uma vez que o contrato é obrigatório para habilitar a usina para o leilão.

Como nos leilões de compra de energia realizados nos últimos anos foi contratado um volume considerável de usinas movidas a gás, Tolmasquim garante que não existe risco de a demanda de energia no País não ser atendida, pois há uma “folga” de 5% a 6% entre oferta e demanda no mercado.