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EUA proíbem importações do Canadá e ampliam guerra comercial de Trump

Medida atinge laticínios, motocicletas e bebidas alcoólicas e ocorre um dia após Ottawa impor US$ 20 bilhões em tarifas sobre produtos americanos

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 9 set 2026, 11h21
EUA proíbem importações do Canadá e ampliam guerra comercial de Trump Priorize VEJA no Google

Os Estados Unidos vão proibir, daqui a três semanas, a importação de produtos canadenses como laticínios, motocicletas e a maior parte das bebidas alcoólicas.

A medida, anunciada na terça-feira (8), amplia a guerra comercial entre os dois países e ocorre um dia depois de o Canadá impor tarifas de 27 bilhões de dólares canadenses (US$ 20 bilhões) sobre produtos americanos.

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Segundo uma autoridade americana, as novas restrições atingirão importações avaliadas em “bilhões de dólares”.

A justificativa apresentada pelo governo de Donald Trump é responder às tarifas canadenses e proteger a produção doméstica.

As medidas serão aplicadas com base na Seção 338 da Lei Tarifária de 1930, que permite ao presidente dos EUA barrar produtos de países considerados discriminatórios contra o comércio americano.

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A escalada ocorre em meio à deterioração das relações entre os dois países, tradicionalmente aliados e parceiros comerciais.

No ano passado, Estados Unidos e Canadá movimentaram quase US$ 900 bilhões em comércio. As novas restrições foram anunciadas depois que negociações para um acordo comercial entre os dois governos fracassaram no mês passado.

Canadá reage

O governo do primeiro-ministro Mark Carney afirmou que está avaliando as novas medidas americanas.

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O ministro responsável pelas relações comerciais com os EUA, Dominic LeBlanc, disse que Ottawa continua disposto a negociar quando Washington estiver preparado para retomar o diálogo.

Carney, porém, afirmou que não considera produtiva a escalada do conflito. Ao mesmo tempo, defendeu as tarifas canadenses como necessárias para proteger trabalhadores, empresas e comunidades do país.

A decisão americana também aumenta a pressão sobre o setor de bebidas canadense. Províncias como Ontário, Quebec e Colúmbia Britânica já haviam retirado marcas americanas das lojas de bebidas administradas pelos governos locais em resposta às medidas de Trump.

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Mais tarifas e pressão sobre empresas

Além das proibições, os EUA aplicarão uma tarifa adicional de 50% sobre produtos como queijo, móveis e papel a partir da próxima semana. O governo americano rejeita a avaliação de que a escalada possa prejudicar empresas dos próprios Estados Unidos e afirma que o impacto será maior para o Canadá.

Trump também anunciou que algumas agências do governo americano serão proibidas de comprar produtos canadenses.

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Na segunda-feira, o presidente havia pedido um boicote à Bombardier, fabricante canadense de jatos executivos. A empresa emprega mais de 3.000 pessoas em nove instalações nos EUA e compra componentes de cerca de 2.800 fornecedores americanos.

A escalada comercial ocorre ainda em um momento de desgaste político para Trump.

Uma pesquisa do Financial Times divulgada no domingo mostrou aumento da rejeição dos eleitores às tarifas e à política comercial do presidente, cuja popularidade atingiu o menor nível de seu segundo mandato.

Republicanos também manifestam preocupação de que a política econômica de Trump prejudique o partido nas eleições legislativas de novembro.

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