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Escândalo do Banco Master pode atingir o Banco Central?

Expectativa de delação premiada pode envolver autoridades e atingir reputação do BC, mas analistas descartam risco sistêmico

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 mar 2026, 13h24 | Atualizado em 16 mar 2026, 13h33

O avanço das investigações sobre o escândalo do Banco Master voltou a levantar dúvidas sobre os efeitos do caso no sistema financeiro brasileiro. Embora o mercado acompanhe com atenção a possibilidade de uma delação premiada envolvendo autoridades e integrantes do setor público, analistas avaliam que o impacto tende a ser mais reputacional do que econômico (este texto é um resumo do vídeo acima).

Em entrevista ao programa Mercado, apresentado por Marcela Rahal, o analista de investimentos Alison Correia afirmou que, apesar da gravidade do episódio, não há sinais de risco sistêmico para o setor financeiro.

“Para o mercado como um todo, é mais um risco de imagem do que um risco sistêmico”, disse.

O escândalo pode abalar o Banco Central?

Uma das principais preocupações é o possível envolvimento de servidores ligados ao BC nas investigações.

Para Correia, qualquer suspeita envolvendo a autoridade monetária pode provocar desgaste institucional.

“Se você tem membros envolvidos do Banco Central, uma entidade cuja independência foi tão difícil de conquistar, claro que isso pega muito mal”, afirmou.

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A independência da instituição é considerada essencial para garantir decisões técnicas na condução da política monetária.

Há risco para o mercado financeiro?

Apesar da repercussão política e institucional do caso, o analista afirma que os mercados não demonstram preocupação com efeitos estruturais.

Segundo ele, o escândalo não tem potencial para provocar instabilidade generalizada no sistema financeiro.

“Uma coisa é preço, cotações, risco sistêmico. Isso a gente não imagina que vai ter”, disse.

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Quem pode ser afetado diretamente?

O impacto mais imediato do caso recai sobre investidores que aplicaram valores acima do limite protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos.

O fundo garante até 250 mil reais por CPF e por instituição financeira, o que significa que investidores com valores superiores podem enfrentar perdas.

“Muitas pessoas investiram muito mais e não vão ver esse dinheiro”, afirmou Correia.

O que pode sair de uma delação premiada?

Nos bastidores, cresce a expectativa de que uma eventual colaboração premiada possa ampliar o alcance das investigações.

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Segundo o analista, há especulações de que novos depoimentos possam citar políticos e autoridades de alto escalão.

Ainda assim, ele ressalta que o mercado financeiro tende a separar os efeitos políticos do funcionamento econômico do sistema.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Mercado (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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