Embraer fecha parceria com grupo bilionário para fabricar aviões na Índia
Memorando assinado com o grupo Adani mira “mercado fundamental” para a empresa; ações da brasileira sobem no início do pregão desta terça-feira
A Embraer anunciou nesta terça-feira, 27, um acordo para fabricar aviões na Índia. A nova frente de produção da empresa brasileira vai partir de um memorando de entendimento assinado com o grupo Adani, o maior conglomerado privado do setor aeroespacial indiano.
O foco da parceria é o desenvolvimento de aeronaves comerciais regionais no país asiático, além de cooperações em cadeias de suprimentos, nos serviços de pós-venda dos aviões e no treinamento de pilotos. As companhias não divulgaram detalhes financeiros sobre a parceria. As ações da Embraer negociadas na bolsa brasileira, a B3, sobem acima de 2% na primeira hora do pregão desta terça-feira, por volta das 10h45.
“A Índia é um mercado fundamental para a Embraer, e esta parceria reúne nossa experiência no setor aeronáutico às sólidas capacidades industriais da Adani e ao seu compromisso com o desenvolvimento da indústria local”, disse Arjan Meijer, presidente da divisão de aviação comercial da Embraer, em nota conjunta emitida pelas companhias.
O grupo Adani administra uma série de aeroportos na Índia e possui negócios nas áreas de defesa e aeroespacial. Já a Embraer é a terceira maior fabricante de aviões do mundo depois da americana Boeing e da europeia Airbus, e é especializada em jatos regionais. Atualmente, a Embraer monta aeronaves comerciais de passageiros apenas no Brasil.
“Estamos contribuindo para estruturar o futuro da aviação regional na Índia — um movimento decisivo para impulsionar a capacidade industrial do país, reduzir desigualdades entre regiões, criar empregos altamente qualificados e fortalecer a posição da Índia no cenário aeroespacial global”, disse Ashish Rajvanshi, presidente da Adani Defence & Aerospace.
O grupo indiano considera que a parceria com a Embraer vai reforçar as relações estratégicas entre Índia e Brasil, unindo capacidades complementares dos dois países. A empresa brasileira aponta em nota que já tem uma presença significativa na Índia, com quase 50 aeronaves — distribuídas em 11 modelos — operando na aviação comercial, de defesa e executiva do país.





