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Em nova retaliação, China aumenta tarifas sobre produtos dos EUA para 125%

Reação de Pequim ocorre após a Casa Branca explicar que as taxas impostas ao país asiático somam 145%

Por Felipe Barbosa Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 abr 2025, 06h13 • Atualizado em 11 abr 2025, 16h52
  • A China anunciou nesta sexta-feira 11 que vai aumentar as tarifas sobre produtos dos Estados Unidos de 84% para 125%, em resposta à decisão de Donald Trump de elevar as taxas sobre Pequim também para 125%, além de um imposto já existente de 20%, o que resulta em tarifas totais de 145%. A informação foi confirmada pelo Ministério das Finanças chinês. A contramedida entrará em vigor neste sábado 12.

    “A imposição de tarifas anormalmente altas pelos EUA à China viola seriamente as regras comerciais internacionais e econômicas, as leis econômicas básicas e o bom senso, além de ser uma forma completamente unilateral de intimidação e coerção”, afirmou a pasta em comunicado.

    A China, informou o Ministério do Comércio do país, também tomará medidas resolutas e lutará até o fim se os Estados Unidos insistirem em continuar a infringir os interesses chineses de forma substancial. Segundo a pasta, se Trump continuar a impor tarifas adicionais, Pequim irá ignorá-las.

    “A imposição repetida de tarifas anormalmente altas pelos EUA à China se tornou um jogo de números e não tem significado econômico prático”, diz a declaração, acrescentando que a China pede aos EUA que “deem um grande passo à frente na eliminação das chamadas ‘tarifas recíprocas’ e corrijam completamente suas práticas ilícitas”.

    Além disso, a missão da China junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) informou que apresentou uma queixa adicional ao órgão contra as tarifas impostas pelos EUA.

    “Em 10 de abril, os EUA emitiram uma ordem executiva anunciando um novo aumento das chamadas ‘tarifas recíprocas’ sobre produtos chineses. A China apresentou uma queixa à OMC contra as mais recentes medidas tarifárias dos EUA,” disse o comunicado da missão chinesa, citando um porta-voz do Ministério do Comércio.

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