Digimais: O banco de Edir Macedo que tem história parecida com o Master
Instituição financeira está com rombo de 8,5 bilhões de reais
O Banco Digimais, que pertence ao dono da Igreja Universal (Edir Macedo), está com um patrimônio líquido negativo de 8,5 bilhões de reais, segundo informações da revista Piauí.
Em meio à situação negativa, o banco opera captando dinheiro via Certificado de Depósito Bancário (CDB) a uma taxa 125% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). Os CDBs do banco, assim como os do Master, são distribuídos para pessoas físicas por meio de plataformas como BTG Pactual e XP Investimentos.
Outro fato é que assim como Daniel Vorcaro vendeu uma carteira falsa do Master para o Banco Regional de Brasília (BRB), o Digimais recebe acusações do fundo EXP1.
O fundo alega ter comprado 55 mil contratos da carteira de crédito consignado do Digimais por 650 milhões de reais. No entanto, o fundo explica que dos 55 mil, 22 mil não tinham lastro, ou seja, eram falsos.
Após a descoberta do fundo, o banco do bispo Edir Macedo confirmou a fraude e tentou oferecer novas carteiras ao fundo, que recuou da oferta e pediu o dinheiro investido de volta.
No bastidor, há informações de que o BTG Pactual está em negociação avançada para a compra do Digimais, mas não há nada confirmado. Esse seria outro fator que relembra a situação do Master, visto que o BTG estava interessado nas carteiras saudáveis do Master.
O Digimais encerrou o terceiro trimestre de 2025 com prejuízo líquido de 252,6 milhões. Caso o banco quebre, o custo para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) seria de cerca de 8 bilhões de reais, contando depósitos à vista, como dinheiro em conta corrente, e depósitos a prazo (CDBs).





