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Desemprego fica estável em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo

IBGE divulgou dados incompletos por causa da greve dos servidores da instituição. Taxa de desocupação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira a Pesquisa Mensal de Emprego e Salário, outra vez com dados incompletos por causa da greve dos servidores da instituição em Porto Alegre e Salvador. Assim, o órgão apresentou resultados (sem grandes variações) de apenas quatro das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo instituto.

Em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo, a taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa) ficou praticamente estável em junho de 2014 relação ao mês anterior, em 3,9%, 3,2% e 5,1%, respectivamente. Já em Recife, a taxa caiu de 7,2% para 6,2% entre o quinto e sexto mês do ano. Em relação a junho de 2013, a taxa caiu 1,5 ponto porcentual (p.p.) em São Paulo; 2,1 p.p. no Rio; 0,3 p.p. em Recife; e 0,2% em Belo Horizonte.

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O contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado) também não teve mudanças significativas nas quatro regiões, quando comparados dados de junho com maio de 2014. Mas, na relação com junho de 2013, o número de pessoas sem emprego caiu 24,3% em São Paulo e 40,3% no Rio de Janeiro. Em Recife e Belo Horizonte não houve alteração que seja importante em termos estatísticos.

O montante de trabalhadores com carteira assinada manteve-se estável nas quatro regiões, tanto na comparação com o mês anterior quanto com junho de 2013. Mas, a proporção de empregados sem carteira assinada no setor privado caiu 17,7% em São Paulo na comparação de junho deste ano e do ano passado. As demais regiões apresentaram estabilidade frente a maio de 2014 e junho de 2013.

Salário – Na passagem de maio para junho, o rendimento médio dos trabalhadores caiu 1% em Recife, 2,2% em Belo Horizonte, 0,5% no Rio de Janeiro e 1,6% em São Paulo. Na comparação com junho de 2013, o salário dos trabalhadores de Recife subiu 3,9%, enquanto o dos empregados no Rio de Janeiro aumentou 6,5% e de São Paulo cresceu 0,6%. Em Belo Horizonte, não houve variação anual.

Greve – A greve de servidores já havia impossibilitado a conclusão da taxa média de maio da PME e agora também adia a divulgação da taxa média de desemprego de junho. O IBGE ainda não tem data prevista para a publicação de ambos os números. A greve começou em 26 de maio em vários Estados do país e os servidores pedem melhores salários e condições de trabalho. O IBGE trabalha para substituir a PME pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mais abrangente.