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Defasagem da tabela de IR sobe para 88,4%, diz Sindifisco

Se fosse reajustada, a faixa de isenção de Imposto de Renda subiria de 1.903,98 reais para 3.556,56 reais

Por Da redação Atualizado em 12 jan 2018, 10h03 - Publicado em 11 jan 2018, 13h42

A tabela do Imposto de Renda está defasada em 88,4%, segundo cálculo do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional). A tabela de Imposto de Renda não é corrigida desde 2016.

Se fosse reajustada, a faixa de isenção de Imposto de Renda subiria de 1.903,98 reais para 3.556,56 reais. Para o Sindifisco, essa diferença de 1.652,58 reais penaliza as faixas de menor renda, que deveria estar livres do pagamento do imposto.

  • Mas não são apenas os mais pobres os prejudicados pela defasagem da tabela de IR. Contribuintes de fazem a declaração completa de Imposto de Renda poderiam ter direito a deduções maiores de gastos se houvesse correção.

    Segundo o Sindifisco, o desconto por dependente passaria de 2.275,08 reais para 4.286,28 reais por ano. As deduções com educação, limitadas hoje a 3.561,50 reais, poderiam subir para 6.709,90 reais por ano.

    A inflação oficial fechou 2017 em 2,95%, o menor índice desde 1998 para o IPCA, segundo o IBGE. Segundo o Sindifisco, a defasagem na tabela de IR seria ainda maior se a inflação tivesse sido mais alta.

    Em nota, o presidente da entidade afirma que “ao se apossar daquilo que não tem direito, o governo achata a renda do trabalhador”. “Obriga-o a pagar mais imposto, dinheiro que poderia ser mais bem aplicado”, diz criticou Cláudio Damasceno, presidente do Sindifisco.

    A Receita informa que “no orçamento que foi aprovado pelo Congresso Nacional não está prevista a correção da tabela por falta de medida legal que a autorizasse no momento do envio do PLOA”.

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