‘Dados, governança e rastreabilidade vão ter protagonismo’, diz CEO da SAP no Brasil
Rui Botelho diz que a inteligência artificial está acelerando a entrada da agenda ESG na rotina das empresas
De que forma a inteligência artificial acelera a implementação da agenda ESG nas rotinas das empresas? A IA está desempenhando papel fundamental para o ESG entrar na operação das empresas. Ao automatizar a coleta, a qualificação e a consolidação de dados ambientais, sociais e de governança com mais velocidade e menos erro humano, a tecnologia aumenta a rastreabilidade e torna as informações auditáveis.
O Brasil está bem posicionado para liderar a transição para uma economia de baixo carbono? O Brasil tem vantagens competitivas reais: matriz energética relativamente mais renovável do que muitos países, força no agro e um potencial enorme em bioeconomia e soluções baseadas na natureza. Também está avançando em marcos e instrumentos legais. Quem conseguir transformar dados de sustentabilidade em impacto mensurável vai capturar a maior parte desse ciclo de expansão.
Qual o potencial da Amazônia dentro da bioeconomia? A bioeconomia global pode representar até 7,7 trilhões de dólares em oportunidades de negócios até 2030. Quando você olha para a Amazônia, com sua escala e peso climático — é uma floresta que armazena de 150 bilhões a 200 bilhões de toneladas de carbono e convive com o risco real de um ponto de não retorno com o avanço do desmatamento —, fica claro por que dados, rastreabilidade e governança vão ganhar protagonismo. Não é só uma pauta ambiental, é uma pauta de competitividade.
O que falta para a pauta ESG avançar mais no Brasil? Na SAP, vemos que a agenda ESG no Brasil está avançando em um ritmo bastante acelerado em comparação com outros países. E, à medida que as empresas reduzem a distância entre intenção e execução, essa pauta tende a avançar ainda mais.
Publicado em VEJA, janeiro de 2026, edição VEJA Negócios nº 22





